GEDDEL: PARTICIPAÇÃO DE LULA EM SUA CAMPANHA É ESPONTÂNEA "As declarações de Lula são históricas. Não é montagem nem factóide”, afirma peemedebista
GRAMMY LATINO: MARIA GADÚ, GIL E BETHÂNIA SÃO INDICADOS A 11ª edição dos prêmios será em novembro, em Las Vegas
MINISTRO DOS ESPORTES FAZ PALESTRA EM SALVADOR Encontro com universitários vai discutir oportunidades geradas pela Copa do Mundo
LÍDICE DA MATA (PSB) - CANDIDATA AO SENADO Em entrevista ao Bahia Econômica, a candidata Lídice da Mata explica suas pretensões em prol da economia baiana, comenta sobre a violência e avalia a situação dos barraqueiros.
QUAL, DENTRE ESSES, É O MAIOR PROBLEMA DE SALVADOR?
"Há 188 anos, os EUA foram o primeiro país a reconhecer a independência do Brasil. Neste Sete de Setembro, novamente nos unimos aos brasileiros ao redor do mundo para celebrar sua rica cultura, sua história de realizações, e para honrar a amizade próxima entre nossos países."
O governo federal vem discutindo muito nos útimos dias sobre o processo de capitalização da Petrobras, o qual está sendo constantemente noticiado pela imprensa. Mas o que vem a ser essa capitalização?
Trata-se de uma operação típica do mercado de capitais, que significa aumentar o capital social da Petrobras por meio da emissão de novas ações. Seu objetivo será ampliar a capacidade de investimentos da empresa. Assim, o governo cederá reservas do pré-sal à Petrobras numa troca indireta por ações posteriormente. O projeto de lei da cessão onerosa também autoriza a União a subscrever ações do capital social da estatal e integralizá-las com títulos da dívida pública mobiliária federal, cujo preço seguirá o valor de mercado.
Há muito tempo se discute a possibilidade de o trabalhador investir parte de seu FGTS em ações da Petrobras. A verdade é que tal chance não ganhou a simpatia do governo. A saída para o impasse só surgiu com a nova capitalização a ser realizada pela gigante brasileira do petróleo, que é parte das ações destinadas à exploração da camada do pré-sal.
Para crescer e fazer investimentos, toda e qualquer empresa precisa de capital. Logo, capitalização é o processo que caracteriza a emissão de novas ações por parte de uma empresa com a finalidade de levantar dinheiro. De acordo com o projeto de lei aprovado, a União está autorizada a vender à Petrobras, sem licitação, o direito de explorar até 5 bilhões de barris de petróleo e gás natural em áreas ainda não concedidas da camada do pré-sal.
Para pagar a União, investir em infraestrutura, exploração e contratação de pessoal, a Petrobras precisa de dinheiro. Alguns especialistas avaliam que o valor da emissão pode chegar a US$ 75 bilhões. Em suma, a capitalização significa ter mais dinheiro para investir em projetos da companhia voltados para o pré-sal.
Na prática, serão poucos os investidores que irão se enquadrar nas regras estabelecidas e que, portanto, poderão participar da capitalização usando recursos do FGTS. Ainda assim, cabe ressaltar que dada a pífia rentabilidade de 3% do FGTS, a possibilidade apresentada pode ser tentadora.
As ações da Petrobras estão oscilando e prometem volatilidade elevada no curto prazo, mas os horizontes podem ser interessantes se levarmos em conta que a gigante estatal quase não tem concorrência. A matemática neste caso parece bem simples: ainda que as ações ofereçam riscos e as incertezas continuem por algum tempo, é quase certo que os rendimentos serão maiores que os encontrados na média do FGTS, que perde sempre para a inflação do período.
Em janeiro do ano passado, a nova lei dos consórcios que entrou em vigor no país permitiu que as cartas de crédito dos consórcios pudessem ser usadas para financiar qualquer tipo de prestação de serviço. Festa de casamento, de formatura e de 15 anos, reforma de casa, conserto de carro e até honorários de advogados podem ser pagos com a carta de crédito, uma vez que são considerados serviços.
Segundo dados da Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios (Abac), de janeiro a junho deste ano, o volume de negócios chegou a R$ 28,5 bilhões, valor 33,2% maior que o registrado no mesmo período do ano passado, R$ 21,4 bilhões. Estes grupos de serviços eram oferecidos por 25 administradoras até o mês de maio. Nos cinco primeiros meses do ano, de acordo com a associação, 29,4% dos consorciados sorteados utilizaram sua carta de crédito nas áreas de saúde e estética, 15,2% para festas e eventos, 8,9% em turismo e 2,9% em educação.
Pensando na dificuldade dos noivos em arcar com os custos do casamento, as administradoras de consórcio passaram a oferecer cotas para pagamentos da cerimônia, incluindo festa, lua de mel, dia da noiva e noite de núpcias. Se algo der errado e o casamento não acontecer, o dinheiro do consórcio pode ser utilizado para qualquer outro serviço, como custear uma viagem, um estudo ou até cirurgias plásticas e tratamentos estéticos, por exemplo.
A principal cobrança das administradoras, que tem maior peso sobre as parcelas, é a taxa de administração. No caso dos grupos de serviços, a taxa média observada no mercado é de 0,5% ao mês, considerando o prazo de 36 meses, segundo a Abac.
De janeiro a junho deste ano, o volume de negócios, através de consórcios chegou a R$ 28,5 bilhões, valor 33,2% maior que o registrado no mesmo período do ano passado, R$ 21,4 bilhões. Os dados da são da Abac, Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios.
Nos cinco primeiros meses do ano, de acordo com a associação, 29,4% dos consorciados que tiveram o nome sorteado, utilizaram sua carta de crédito nas áreas de saúde e estética, 15,2% para festas e eventos, 8,9% em turismo e 2,9% em educação. Hoje, há no país cerca de 4.600 consumidores em grupos de consórcios de serviços, e o valor do crédito varia de R$ 2.000 a R$ 38.
"Para quem quer imediatamente um bem, o consórcio não é vantajoso. Mas se a compra puder esperar, é a melhor saída quando comparado às condições de financiamento do mercado", disse o presidente executivo da associação, Paulo Rossi.
Sonho realizado
A estudante Michelly Karoline Silveira, 21 anos, só conseguiu realizar o sonho e colocar , próteses de silicone após recorrer ao consórcio. "Entrei em um grupo de 36 meses, mas consegui juntar um pouco de dinheiro e dei um lance. Seis meses depois, consegui a carta de crédito. Penso agora em entrar em um consórcio para comprar um imóvel. Como moro com os meus pais, não tenho pressa para comprar o bem. Nesse caso, o consórcio acaba sendo realmente muito vantajoso."
Os sites de compras coletivas estão se destacando no Brasil, onde chegou há apenas seis meses, mas que já reúne 19 páginas do gênero em 16 cidades, inclusive Salvador. Nessa modalidade de compra, cada um dos sites dispõe de uma oferta de cada vez, com descontos que variam de 30% a 90%. Esta oferta pode ficar no ar por um, dois ou três dias, depende do serviço ou produto ofertado. Para que a oferta passe a valer, é necessário que atinja um número mínimo de interessados, que também varia de acordo com produto ou serviço. Atingindo este número mínimo, todos ganham o desconto e a compra é efetivada.
A modalidade de compra, foi lança nos Estados Unidos, mas já se espalha pela na Europa, China e Japão, onde cada vez mais consumidores estão interessados em fazer bons negócios, adquirindo produtos de marca ou só acessíveis em grandes centros a preços competitivos.
“Esses sites usam uma modalidade antiga de comércio, que é a compra por escala. Juntamum grande número de compradores e barganham descontos”, explica o publicitário Guilherme Wroclawski, um dos sócios da Zipme, um portal que reúne todas as ofertas anunciadas nos sites de compra coletiva e clubes de compra em um só lugar.
O regime aduaneiro especial de drawback foi instituído via decreto em 1966. O regime de drawback consiste na eliminação de tributos incidentes sobre insumos importados para a utilização em produtos que serão exportados. Esse mecanismo funciona como um incentivo às exportações, pois os custos dos produtos voltados à exportação ficam menores. Isso torna o produto nacional mais competitivo no mercado internacional. As modalidades de drawback são a de isenção, suspensão e restituição de tributos.
O modelo de isenção abrange os tributos incidentes na importação da mercadoria, em quantidade e qualidade equivalentes, destinada à reposição de matéria prima nacional já importada anteriormente. No segundo caso, ocorre a suspensão dos tributos incidentes na importação de mercadoria a ser utilizada na industrialização do produto a ser exportado. E a terceira trata da restituição de tributos pagos na importação de insumo já utilizado em produto exportado. Esse regime especial é concedido às empresas industriais ou comerciais.
O Ato de Concessório é emitido em nome da empresa, que após realizar a importação, envia o produto para industrialização, o qual voltará a ser exportado pela própria detentora do drawback. O regime de drawback disponibiliza a isenção ou suspensão de Imposto de Importação (II), do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) e do Adicional ao Frete para Renovação da Marinha Mercante (AFRMM). Além de ser dispensado do pagamento de taxas que não correspondam à efetiva contraprestação de serviços, conforme a lei em vigor.
Em dezembro de 1999, o Protocolo de Kyoto determinou que os países desenvolvidos signatários, reduzissem suas emissões de gases de efeito estufa em 5,2%, em média, relativas ao ano de 1990, entre 2008 e 2012. Para não comprometer as economias desses países, o protocolo estabeleceu que parte desta redução pode ser feita através de negociação com nações através dos mecanismos de flexibilização. Um desses mecanismos é o crédito de carbon, denominado Redução Certificada de Emissão (RCE) - ou em inglês, Certified Emission Reductions (CER).
Assim, créditos de carbono ou Redução Certificada de Emissões (RCE) são certificados emitidos para um agente que reduziu a sua emissão de gases do efeito estufa (GEE). Por convenção, uma tonelada de dióxido de carbono (CO2) corresponde a um crédito de carbono. Este crédito pode ser negociado no mercado internacional. A redução da emissão de outros gases, igualmente geradores do efeito estufa, também pode ser convertida em créditos de carbono, utilizando-se o conceito de Carbono Equivalente.
Comprar créditos de carbono no mercado corresponde aproximadamente a comprar uma permissão para emitir GEE. O preço dessa permissão, negociado no mercado, deve ser necessariamente inferior ao da multa que o emissor deveria pagar ao poder público, por emitir GEE. Para o emissor, portanto, comprar créditos de carbono no mercado significa, na prática, obter um desconto sobre a multa devida.
Acordos internacionais como o Protocolo de Kyoto determinam uma cota máxima de GEE que os países desenvolvidos podem emitir. Assim, aqueles países ou indústrias que não conseguem atingir as metas de reduções de emissões, tornam-se compradores de créditos de carbono. Por outro lado, aquelas indústrias que conseguiram diminuir suas emissões abaixo das cotas determinadas, podem vender, a preços de mercado, o excedente de "redução de emissão" ou "permissão de emissão" no mercado nacional ou internacional.
Há criticas sobre o sistema, que muitos acreditam favorecer o mercado e não o meio ambiente. Tal crédito daria aos países poluidores o direito de continuarem poluindo se pagarem pelos créditos que, a priori, possui cota de compra limitada. Por outro lado, o sistema de crédito de carbono dá aos países menos poluidores o incentivo para que continuem o processo de valorizar o meio ambiente e em troca melhorar sua economia já que este sistema é altamente rentável aos países que o adere.
Até a primeira guerra mundial, as economias usavam padrão-ouro. A Conferência de Bretton Woods, em 1944, mudou o cenário. O dólar passou a ser referência em todo o mundo ainda na primeira metade do século XX, quando o padrão-ouro, adotado até então, fracassou.
Até o início da primeira guerra mundial, as instituições financeiras de cada país adotavam uma taxa fixa para suas moedas em relação ao outro. As negociações comerciais eram feitas respeitando esse preço fixo, impedindo que alguns países mexessem em sua taxa de câmbio para aumentar suas exportações e reverter déficits comerciais, e, assim, garantindo a estabilidade da economia.
Com o início da Primeira Guerra, em 1914, o padrão-ouro caiu, refletindo os grandes desequilíbrios causados por ela nas economias ao redor do mundo. Começou, então, um difícil período de transição. "Houve um período de transição sofrido, doloroso, complexo, muito conflituoso entre a Primeira Guerra até a Segunda Guerra, quando começa a gestão do novo padrão monetário", explica o professor de História Econômica da FEA-USP, Renato Colistete.
As discussões sobre o novo modelo começaram ainda durante a Segunda Guerra Mundial, e consolidou-se, nesse período, a visão de que a melhor estratégia seria algo similar à adotada durante o padrão-ouro, com uma taxa de câmbio fixa, baseada em uma moeda forte. A moeda seria obviamente do país que fosse considerado capaz de ser o regente da orquestra, naquela época, os Estados Unidos.
Ainda em meio ao conflito mundial, 730 delegados de 44 países se reuniram em julho de 1944 em Bretton Woods, nos Estados Unidos, para definir uma nova ordem econômica mundial, que ajudaria a restabelecer o capitalismo mundial. Os líderes partiram de duas propostas iniciais, uma norte-americana, do oficial do Tesouro dos Estados Unidos Harry White, e uma britânica, do conhecido economista John Keynes.
A proposta de White mantinha a vinculação do câmbio com o ouro, mas o dólar seria a única moeda com valor diretamente fixado em ouro (US$ 35 por onça de ouro). A partir daí, todos os outros países teriam um valor fixo para a sua moeda frente à divisa norte-americana.
As ideias norte-americanas acabaram prevalecendo, devido à importância dos Estados Unidos no cenário pós-guerra. A economia americana se fortaleceu pela guerra, se beneficiou das encomendas. A rigor, foi aí que os Estados Unidos saíram da Grande Depressão.
Esse regime de câmbio fixo vinculado ao dólar que, por sua vez, era ligado ao ouro, durou até o início da década de 1970, quando alguns países como Canadá, Inglaterra e Japão começam uma onda de fuga dessa paridade.
Um dos problemas do sistema de Bretton Woods, de acordo com Colistete, era que ele era dependente da situação econômica dos Estados Unidos. Após a Segunda Guerra, houve uma escassez grande de dólares no mundo, e os países precisavam da moeda para adquirir os principais produtos que gostariam de importar, que eram norte-americanos. Para gerar dólar, os países precisavam gerar receitas com exportações para os Estados Unidos.
Em 1971, o presidente norte-americano Richard Nixon rompeu unilateralmente o acordo, sob pressão internacional. Com o Choque do Petróleo, em 1973, o sistema de Bretton Woods é deixado oficialmente de lado, e passa a vigorar o regime de câmbio flutuante que conhecemos hoje.
A partir daí o mercado, a intervenção do governo e os interesses diante de suas contas externas, são quem determinam a cotação das moedas frente ao dólar. Se o país está com déficit comercial, a tendência é que eles adotem políticas mais agressivas para desvalorizar suas moedas, para exportar mais e corrigir esse déficit. Começa a haver uma situação de disputa potencial entre os países para corrigir seus desequilíbrios comerciais e no balanço de pagamentos por meio da desvalorização da moeda, que era exatamente o que se procurava evitar antes.
Nos noticiários de economia ouvimos diversos termos que para quem não está acostumado com termos da economia, deixa o ouvinte no mínimo desinteressado. São inúmeras as palavras como: amortizações, arbitragem cambial, swap, etc entre outros conceitos. Um deles que vem apresentando grande destaque na mídia esses dias é o Índice de Gini
O índice ou coeficiente de Gini é uma medida de concentração ou desigualdade. É comumente utilizada para calcular a desigualdade da distribuição de renda. O índice de Gini aponta a diferença entre os rendimentos dos mais pobres e dos mais ricos. Numericamente, varia de "0 a 1", onde o zero corresponde a completa igualdade de renda, ou seja, todos têm a mesma renda e 1 que corresponde à completa desigualdade, isto é, uma só pessoa detém toda riqueza, e as demais nada tem.
Quando se calcula o CG, verifica-se a medida da concentração de renda de todos os setores de uma economia, ou seja, através desse cálculo verifica-se a desigualdade de renda entre a população, além de mostrar que uma parte dELA ganha muito e a outra conseqüentemente pouco. Como foi dito a medida vai de 0 a 1, sendo 0 perfeitamente igual e 1 perfeitamente desigual.
Partindo desse conceito: “Valores do coeficiente entre 0 e 1 (valor máximo) expressam os diferentes graus de concentração da renda e a intensidade com que poucas empresas ou pessoas dominam valores econômicos mensuráveis, como renda, produção, salários empregos etc.” Ou seja, quanto mais próximo do zero melhor a condição do país ou estado.
Vamos analisar o quadro da Bahia no cálculo do Coeficiente de Gini: O estado apresenta uma grande desigualde de renda, pois seu CG é de 0,56 e está mais próximo de 1 do que de 0. É também um percentual maior do que o CG brasileiro que é de 0,54.
A lei da oferta e da procura diz que quando sobe o preço de bem seu consumo diminui. Mas a lei não vale para o pãozinho francês. Quando aumenta o preço do pãozinho francês, geralmente por causa da elevação do preço do trigo importado, seu consumo pode até cair, mas menos que proporcionalmente. Em determinadas regiões, apesar do aumento no preço, o consumo permanece o mesmo ou até aumenta. Por que isso acontece?
É que o pão francês não é um bem comum, mas um Ben de Giffen. São bens de pequeno valor, porém de grande importância no orçamento dos consumidores de baixa renda. Assim, mesmo com o aumento de preços o pão ainda é o alimento mais barato para essas famílias, por isso, elas mantêm o consumo inalterado e se outros alimentos mais caros também sobem elas reduzem seu consumo e aumentam o consumo de pão.
A lei da oferta e da procura também não vale para os bens de Giffen, nem para os bens de Veblen, que são bens de consumo ostentatório, tais como obras de arte, jóia, tapeçarias e automóveis de luxo, nos quais um aumento de preço pode fazer até aumentar a quantidade procurada.
É chamada de Holding a empresa que mantém o controle sobre outras companhias, sendo ela a acionista majoritária. Dessa forma, a Holding é a controladora de um grupo de empresas. Em geral, a Holding não produz nada, destinando-se apenas a centralizar o controle sobre um complexo de empresas. Essa forma de organização empresarial é um dos estágios mais avnçados da concentração do capital.
Uma holding pode administrar empresas do mesmo ramo ou de ramos diferentes. A holding pode também administrar um grupo de corporações empresariais que se uniram com o intuito de ampliar o domínio de determinada oferta de produtos e /ou serviços. Na holding, a empresa que administra as demais companhias possui a maioria das ações daquelas que compõem o grupo. Essa forma de administração é muito praticada pelas grandes corporações.
Vejamos um exemplo prático de como uma holding pode ser criada: A empresa Acme fabrica e vende sapatos no Brasil. Ela acha que pode ganhar dinheiro se vender tênis também, mas ela não tem nenhuma experiência na fabricação de tênis. A empresa alemã Beta faz ótimos tênis e gostaria de vender seus produtos no Brasil, mas ela não tem uma rede de varejistas no Brasil para distribuí-los. Acme e Beta, então, fecham uma parceria para distribuir seus produtos no país.
Uma maneira de formalizar o acordo seria a criação da AB Importadora e Distribuidora Ltda. Nesse caso, Acme criaria a "Acme Holding" que possuiria 100% do capital da antiga empresa Acme Sapatos e de 51% do capital da AB. Assim sendo, a Acme seria a controladora, a acionista majoritária, ou seja, a Holding. Já Beta seria proprietária dos outros 49% do capital da AB.
O índice de inflação do Brasil é medido através do cálculo realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), chamado de Índice de Preços ao Consumidor Amplo. A mensuração desse indicador compreende famílias com rendimentos mensais na faixa entre um e quarenta salários mínimos que vivem nas zonas urbanas.
As coletas de dados são feitas no comércio, prestadoras de serviços, concessionárias de serviços públicos e também nos domicílios, para coletar dados sobre aluguel e condomínio.
Esse índice mede as flutuações dos preços e dos gastos de um determinado período, onde normalmente ocorrem do primeiro ao último dia do mês. O resultado dessa pesquisa é mensal, no entanto, ao final de um ano, os cálculos são reunidos para se obter a inflação do anual do país.
O IPCA-15 é outro índice de mensuração da inflação. A diferença é que esse índice começa a ser medido a partir do dia 15 e cada mês e compreende um período de 30 dias. Esse índice se apresenta como a prévia da inflação do mês vigente.
Podemos decompor algumas das principais variáveis que representam esse índice, como o preço dos alimentos, energia elétrica, itens farmacêuticos, preço da gasolina, dentre outros.
O Banco Mundial é uma instituição financeira internacional. Criada em 1944, teve origem na Conferência de Bretton Woods, juntamente com o FMI e a OIC. A princípio foi criado com o intuito de promover a reconstrução e o desenvolvimento da Europa devastada pela guerra, porém, com o passar dos anos as suas competências e objetivos foram-se alargando.
Atualmente, o Banco Mundial conta com 184 países membros, quase a totalidade dos estados-membros da ONU. A sua ação destina-se a reduzir a pobreza mundial, promover o desenvolvimento sustentável, a boa governança, o respeito pelos Direitos Humanos, reconstruir territórios destruídos por catástrofes, entre outros.
O Banco Mundial é hoje uma fonte vital de assistência técnica e financeira aos países em desenvolvimento ao redor do mundo. É composto por cinco instituições associadas: BIRD ( Banco Internacional para a Reconstrução e o Desenvolvimento), AID (Associação Internacional de Desenvolvimento), IFC (Corporação Financeira Internacional), AMGI (Agência Multilateral de Garantia de Investimentos) e CIADI (Centro Internacional para Arbitragem de Disputas sobre Investimentos)
As instituições podem fornecer empréstimos a juros baixos, créditos sem juros e doações aos países em desenvolvimento para uma grande variedade de efeitos que incluem investimentos em educação, saúde, administração pública, infra-estrutura financeira e desenvolvimento do setor privado, da agricultura e gestão ambiental e recursos naturais.
O Banco Mundial, bem como o FMI, é dirigido por um "Comitê de Governadores". Desta forma, cada país é representado por um governador. Em teoria os governadores deveriam eleger o presidente do Banco Mundial, contudo, na prática, isso não ocorre. A presidência do Banco é tradicionalmente ocupada por um cidadão americano, e esta nomeação, realizada pelo governo dos Estados Unidos, não requer aceitação dos outros países membros. A nomeação do presidente do Banco Mundial pelo governo dos Estados Unidos não é passível de discussão. Da mesma forma, o diretor-presidente do FMI é tradicionalmente um europeu.
Atualmente presidente em exercício é o norte americano Robert Zoellick, que ocupou o cargo em 29 de maio 2007.
O Banco Mundial está sediado em Washington, e conta com mais de 10.000 funcionários em mais de 100 escritórios no mundo inteiro.
O Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M), usado para reajustar contratos de aluguel, avançou para 0,95% no segundo levantamento de maio. Quase o dobro de maio de 2009 quando houve alta de 0,50%. Os preços por atacado influenciaram no cálculo.
Pesquisa da Fundação Getulio Vargas (FGV) divulgada nesta manhã mostrou que o Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA), com contribuição de 60% no IGP-M, registrou elevação de 1,19% na segunda prévia deste mês, passando a taxa verificada em igual intervalo de abril, de 0,38%.
Com peso de 30% no IGP-M, o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) teve pequena alteração, de 0,50% na segunda medição de abril para 0,45% um mês depois. Já o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC), com 10% de contribuição no indicador geral, deixou acréscimo de 1,25% na parcial de abril para 0,66% na segunda leitura de maio.
O preço de um sedan básico fabricado no Brasil, está em torno de R$ 58.000,00. Mas basta cruzar a fronteira e entrar na Argentina e é possível comprar o mesmo carro, com muito mais opcionais, por 20.100 dólares (o equivalente a 34.800 reais pelo câmbio de maio de 2010). O mais difícil de acreditar, no entanto, é que ambos os automóveis são fabricados na mesma fábrica no Brasil. Por que isso acontece?
A maior explicação para a diferença de preços é o peso dos tributos brasileiros. Os impostos ( IPI, ICMS, PIS e Cofins) representam entre 27 e 36% do valor total do automóvel e é isso que encarece os automóveis brasileiros.
Nos Estados Unidos os impostos equivalem a apenas 6,1% do preço final dos veículos, no Japão, 9,15, na Alemanha, 16%. Mesmo no México o Novo Gol 1.6 custa 18.105 reais, enquanto no Brasil seu preço é 34.500 reais.
Então porque esses produtos fabricados lá fora não vêm para o Brasil com esses preços. Por que quando saí do porto de origem, o carro paga seguro, frete e uma alíquota de 35% referente ao Imposto de Importação e ainda paga os impostos em solo nacional que não são cobrados no país de origem. Até chegar ao consumidor, o automóvel custará em média 2,7 vezes o preço do original em dólar ou euro. Por isso, não vale a pena ir a Argentina comprar um automóvel.
Com o objetivo de discutir o funcionamento da economia no pós-guerra, 44 países realizaram uma grande reunião, iniciada em 1º de julho de 1944, na localidade de Bretton Woods, situada nas montanhas de New Hampshire, Estados Unidos.
Daí saiu o Acordo de Bretton Woods, assinado no dia 22 de julho de 1944, que tratava de três assuntos: sistema monetário internacional, regras comerciais e planos de reconstrução para as economias destruídas pela guerra. (os aliados sabiam que a guerra estava ganha)
Na conferência de Bretton Woods foi criado dois organismos que existem até hoje: o Fundo Monetário Internacional (FMI), que começou a funcionar em 1º de março de 1947, e o Banco Internacional de Reconstrução e Desenvolvimento (BIRD, mais conhecido como Banco Mundial), que instalou-se em 27 de dezembro de 1945.
O BIRD foi criado para financiar projetos de recuperação e construção da infra-estrutura necessária ao desenvolvimento econômico. E o FMI teria a função básica de fornecer recursos financeiros, tal como um banqueiro de última instância, para aqueles países que apresentassem déficits nas contas externas, decorrentes de conjunturas internacionais adversas.
Tanto o FMI quanto o Banco Mundial são dirigidos por um "Comitê de Governadores". Cada país é representado por um governador. Teoricamente, os governadores elegem o presidente do Banco Mundial, porém, na prática, o presidente do Bird é sempre um cidadão dos Estados Unidos, escolhido pelo governo norte-americano. Já o diretor-presidente do FMI é tradicionalmente um europeu. No dia-a-dia, o Banco Mundial e o FMI são conduzidos pelos diretores-executivos.
O dinheiro do FMI vem dos 184 países-membros, entre os quais o Brasil. Evidentemente, manda no Fundo quem tem mais dinheiro investido: no caso, os Estados Unidos e os outros grandes capitalistas. O Brasil e os demais países hiperpopulosos pesam muito pouco: no FMI, prevalece a democracia do dólar.
Todos os membros da ONU fazem parte do FMI Coréia do Norte, Cuba, Liechtenstein, Andorra, Mônaco, Tuvalu e Nauru.. Juntamente com o BIRD, o FMI emergiu das Conferências de Bretton Woods como um dos pilares da ordem econômica internacional do pós-Guerra.
O FMI objetiva evitar que desequilíbrios nos balanços de pagamentos e nos sistemas cambiais dos países membros possam prejudicar a expansão do comércio e dos fluxos de capitais internacionais. O Fundo também empresta dinheiro para países em dificuldades relacionadas com suas dívidas externas, exigindo em troca programas de austeridade fiscal e monetária.
Além disso, o FMI planeja e monitora programas de ajustes estruturais e oferece assistência técnica e treinamento para os países membros. Na distribuição de votos por países membros os EUA te, 17,8%, a Alemanha, 5,4%, o Japão 4,2%, a Inglaterra, 6,2%, a França, 4,5%. O Brasil participa com 1,48%.
Os brasileiros retomaram o hábito de fazer as refeições em casa e estão comprando mais alimentos nos supermercados é o que revela a pesquisa Retratos do Varejo da Associação Paulista dos Supermercados-Apas. A aquisição de alimentos nos supermercados aumentou 13%, no país, seguida por material de limpeza (10%); bebidas (9%) e produtos de higiene. O gasto médio atingiu R$ 1.663, 8% maior do que no ano anterior, R$ 1.558. O mesmo percentual de alta foi constatado em relação à renda média (R$ 1.686).
Em entrevista ao jornal folha de São Paulo, o vice-presidente de comunicação da Apas, Martinho Paiva, disse que os dados indicam uma mudança no comportamento dos consumidores. Em 2005, a renda média era 3% inferior ao gasto médio que somou R$ 1.378. No ano seguinte, houve uma inversão com a renda em R$ 2,393, superando em 2% o montante gasto. Em 2007, o brasileiro ganhava em média 3% mais do que o desembolso para o consumo (R$ 1.417). Em 2008 foi mantido o ganho maior (R$ 1.558) do que o gasto (R$ 1.540), mas diminuiu a diferença (1%). A mesma relação foi registrada no ano passado e classificada por Paiva como uma demonstração de "equilíbrio".
O Balanço de Pagamento é a relação entre os pagamentos de todos os tipos feitos por um país aos demais países e o pagamento recebido por esse país de todo o mundo, ou seja, é um registro sistematizado de todas as transações econômicas de um país com o resto do mundo.
Este registro é fundamental, pois controla o desempenho das transações externas e funciona como fonte de informação para que o governo tome decisões com relação a política macroeconômica do país. Além disso, é através deste registro que os investidores domésticos e estrangeiros medem a capacidade em honrar seus compromissos, mostrando a vulnerabilidade de um país frente ao resto do mundo. Caso saia mais dinheiro do país do que entra as contas públicas irão se desequilibrar.
Caso este desequilíbrio seja constante refletirá diretamente nas reservas internacionais (em moeda estrangeira), o que possivelmente levará o país a recorrer a empréstimos de regularização junto ao FMI, para poder honrar seus compromissos e resguardar parte de suas reservas.
Os principais itens da estrutura do balanço de pagamentos são a Balança Comercial e a Balança de Serviços. Na balança comercial são registradas as exportações e importações ( é o total das exportações menos as importações de um país). Na balança de serviços incluem-se os pagamentos e recebimentos referentes a serviços internacionais, como transporte, seguros, turismo, além dos pagamentos e recebimentos de juros e empréstimos, lucros de capitais aplicados e royalties.
A principal conta do balanço de pagamentos é o Saldo das Transações Correntes, que é a soma dos resultados da Balança Comercial, da Balança de Serviços e das Transferências Unilaterais (doações e remessas de dinheiro de imigrantes para seus familiares nos seus países de origem, assim como remessas de dinheiro de brasileiros no exterior para suas famílias aqui). Esta é a conta mais valorizada pelo mercado, pois leva em consideração a capacidade que o país tem de efetivamente acumular reservas.
Outra conta do balanço de pagamentos é o Movimento de Capitais Autônomos, que ocorrem em forma de empréstimos, financiamentos, investimento externo direto, amortização de empréstimos obtidos, reinvestimentos e capitais de curto prazo.
O Saldo do Balanço de Pagamentos é o resultado da soma do Saldo das Transações Correntes com o Movimento de Capitais Autônomos e Erros e Omissões (um valor estimado para anular as imperfeições que normalmente ocorrem).
Para verificar a variação das reservas internacionais do país é utilizado o movimento de Capitais Compensatórios, que mostra de onde sai o dinheiro quando o Balanço de Pagamentos é deficitário e para onde vai o dinheiro quando o país obtém superávit.
O Brasil assumiu o lugar de oitava economia do mundo em 2009, mas como se mede isso? E para que serve medir isso?O interesse em medir a riqueza dos países, e assim poder compará-las, sempre existiu, porém, foi após a segunda guerra mundial que um método pra calculo da riqueza de forma integrada foi apresentado pelo economista russo, naturalizado americano, Simon Kuznets.
As informações que buscavam medir a produção de um país eram coletadas de formas aleatórias e dispersas, mas passaram a ser contabilizadas de forma estruturada com a padronização intitulada de PIB – Produto Interno Bruto.
O PIB é um indicador que representa a soma de todos os bens e serviços finais produzidos em um país durante certo período, buscando mensurar sua atividade econômica. São considerados apenas bens e serviços finais e não os bens de consumo intermediários, com a intenção de evitar a dupla contagem.
Apesar de ser um excelente medidor de produção, o PIB apresenta algumas distorções quando é utilizado como um indicador social, seguindo a idéia de que os cidadãos se beneficiam com o aumento do Produto Interno Bruto de seu país.
O PIB não representa uma medida de renda pessoal, não considerando o nível de desigualdade de renda em uma sociedade, desta forma, ele pode estar crescendo enquanto os cidadãos do país ficam mais pobres. A riqueza do país pode estar concentrada nas mãos de uma pequena parte da população, logo, o PIB per capita, não pode ser considerado como um indicador eficiente do bem estar da população.
Apesar de algumas falhas no modelo atual, o PIB mantém-se como o principal indicador da riqueza de um país, estabelecendo um ranking de economias, onde o Brasil se encontra na nona posição, e ainda para este ano o Banco Central prevê um crescimento de 5,8% no PIB brasileiro.
Considerando o PIB nominal (aquele que não desconta a inflação), o Brasil ocupa a 8ª economia do mundo, de acordo com a EIU (consultoria britânica Economist Intelligence Unit), atrás de economias como Grã-Bretanha e Rússia, que estão imediatamente à sua frente por uma pequena vantagem.
Contudo, existem fatores que interferem no PIB, podendo vir a causar sua queda, como por exemplo, a valorização do real frente ao dólar. Neste caso, com a queda do dólar as empresas param de exportar, logo, as exportações deixam de contribuir para o crescimento do PIB.
Conclui-se que é de grande valia a ocupação do Brasil na nona posição do ranking das economias mundiais, o que favorece também a situação das empresas brasileiras, que com a economia em expansão possuem boas perspectivas de vendas, investimentos e lucro.
**Calculo do PIB: Somam-se o consumo (C), o investimento (I), os gastos governamentais (G) e as exportações (X) do país durante o ano e subtraem-se as importações (M). A fórmula simplificada é: PIB = C + I + G + (X-M).
O Banco Central divulgou o a previsão de que a conta de transações correntes do Brasil deve registrar déficit recorde de US$ 49 bilhões em 2010. Mas o que é déficit em conta corrente? O "Saldo em Conta Corrente" , que pode ser um déficit ou um superávit, de um país é o resultado de suas "Transações Correntes com o Resto do Mundo". Ou seja, expressa o resultado, em dólares, das transações do país com o exterior.
Um país transaciona mercadorias com o exterior e isso é registrado na Balança Comercial (exportações e importações) e transaciona também serviços ou seja (fretes, seguros, renda líquida de fatores de externos) e as transferências unilaterais, que é registrado na Balança de Serviços. Por exemplo, quando se contabiliza o valor em dólares que os estrangeiros gastaram no Brasil e o valor que os brasileiros gastaram no exterior, o saldo é contabilizado na Balança de Serviços.
O Balanço de Transações Correntes inclui a Balança Comercial e a Balança de Serviços, assim se as exportações superarem as importações, há um superávit no Balanço de Transações Correntes. Se for o contrário existe um déficit em conta corrente. Se houver déficit na conta corrente, ele terá de ser zerado com o superávit na conta de capital, que é a entrada de investimentos no país, ou então terá de usar suas reservas.
Ou seja, num dado período de tempo, se o saldo em conta corrente é negativo, o país é devedor em relação ao resto do mundo e diz-se que há um deficit em conta corrente. Se o saldo em conta corrente é positivo, há um superávit e o país é credor, isto é, os habitantes desse país estão, em termos líquidos, exportando capital para o resto do mundo. Se a economia estiver com déficit, seus habitantes estão aumentando sua dívida para com o exterior.
Em resposta a persistente recusa dos Estados Unidos em eliminar seus subsídios ilegais ao algodão o governo brasileiro informou oficialmente a Organização Mundial do Comércio (OMC) que começará a retaliar os Estados Unidos a partir do dia 7 de abril. Na ultima sexta-feira, a OMC autorizou formalmente tal retaliação, indicando o caminho para que o Brasil possa aplicar sanções comerciais contra os Estados Unidos. (Veja mais aqui)
Mas afinal de contas, o que é a OMC e como ela atua frente às relações comerciais globais? A OMC é uma instituição internacional que atua na fiscalização e regulamentação do comércio mundial. Sediada na cidade de Genebra na Suíça, a organização foi fundada em 1995 com o objetivo de avaliar as relações comerciais e zelar pelo interesse de países em desenvolvimento que possam vir a sofrer pressões comerciais por parte das grandes potências.
Entretanto, uma de suas funções merece destaque: funciona como tribunal para os conflitos do comércio internacional, por intermédio do Órgão de Solução de Controvérsias, no qual os conflitos são resolvidos por meio de consultas entre os membros e as decisões são tomadas em consenso por um painel de especialistas. A organização atua como um intermediador, no momento em que dois países geram conflitos por motivos comerciais, derivados por medidas protecionistas de um dos lados. Um exemplo claro desse processo esta ocorrendo atualmente entre Brasil e Estados Unidos.
É também imprescindível dizer que as negociações no âmbito da OMC seguirão o princípio do single undertaking - "compromisso único" - que obriga todos os membros a concordarem com todos os temas negociados e impede que os países escolham apenas os acordos de seus interesses.
A OMC realiza reuniões, também chamadas de rodadas, que ocorrem de tempos em tempos e costumam durar anos. Estas rodadas têm como objetivo principal o estabelecimento de acordos comerciais em nível mundial. Uma dessas rodadas coordenada pela OMC foi a Rodada de Doha, que teve início em 2001 e contou com a participação de 149 países (inclusive o Brasil). A rodada teve como objetivo principal a diminuição das barreiras comerciais e do protecionismo comercial no mundo, focando o livre comércio para as nações em processo de desenvolvimento econômico.
Ebitda é a sigla em inglês para “ Earnings before interest, taxes, depreciation and amortization, “ que traduzido literalmente para o português significa: Lucros antes de juros, impostos, depreciação e amortização" (Lajida). É um indicador muito utilizado por analistas financeiros na análise de balanços de empresas cotadas na Bolsa.
Para se chegar ao Ebitda de uma empresa ou empresas, é necessário utilizar a seguinte fórmula: lucro bruto menos as despesas operacionais, excluindo-se destas a depreciação e as amortizações do período. Dessa forma, é possível avaliar o lucro referente apenas ao negócio, descontando qualquer ganho financeiro, como derivativos, alugueis ou outras rendas que a empresa possa ter gerado no período.
São também retirados para o apuramento do Ebitda os juros dos empréstimos que muitas vezes as empresas contratam para alavancar as suas operações, sendo assim, é importante ter em conta que o Ebitda pode dar uma falsa perspectiva sobre a efectiva liquidez da empresa.
As formas de contabilizar depreciação, dívidas e impostos só são comparáveis dentro de um mesmo país. Assim com o aumento das transações internacionais, os mesmos números passam a mostrar informações muito diferentes. A "purificação" dos números que representam o lucro da empresa,através do Ebitda, vai além da retirada dos acréscimos referentes à rendas acessórias ou amortizações, mas é preciso estar atento, pois o indicador nada diz sobre sobre a qualidade dos lucros.
Esse indicador é capaz de retirar, também, distorções referentes à maior ou menor incidência de impostos, decorrentes de incentivos ou majorações fiscais, razão pela qual é muito utilizado para comparar empresas de setores ou portes distintos, ou ainda aquelas que residem em países diferentes, cuja carga tributária possa divergir bastante.
O Ebitda elimina os efeitos dos financiamentos e das decisões meramente contabilísticas, e sua utilização pode fornecer uma boa análise comparativa, pois mede a produtividade e a eficiência do negócio. No Balanço Funcional equivale ao Lucro Operacional.
Na última terça-feira (23), o Bahia Econômica noticiou que o déficit em conta corrente do país cresceu 39% em janeiro, mas você sabe o significado desse termo? O déficit em conta corrente se traduz no saldo entre as transações comerciais do Brasil com outros países do mundo, que considera além da balança comercial, a soma dos serviços e das transferências unilaterais.
Além de levar em conta o resultado das exportações menos as importações nacionais (saldo da balança comercial), e o saldo de serviços e transferências, o déficit em conta corrente é o reflexo da quantidade de dólares que o governo ainda precisa para findar com o saldo negativo que possui na balança.
Desta forma, a conta corrente é uma espécie de medidor, que utiliza a fórmula de soma do saldo das operações comerciais com o pagamento de juros sobre ativos externos líquidos. O déficit é o resultado negativo desta operação, o que também pode ser traduzido como o aumento da dívida do Brasil com o exterior, sendo que as exportações líquidas são o principal instrumento para a quitação de juros sobre o acúmulo.
Alguns dos fatores que podem atuar sobre o resultado da conta corrente, causando o déficit, são perspectivas positivas de investimento, o declínio da renda interna, que pode ser causada por fatores como baixa na colheita ou câmbio favorável, o que faz com que a poupança nacional diminua. Por outro lado, uma notícia como a alta na taxa de juros mundial pode levar economias menores a terem saldo positivo da conta corrente, com alta da poupança e queda no investimento.
Sempre ao buscar informações relacionadas a economia, nos deparamos muitas vezes com a questão das reservas internacionais. Afinal de contas, o que são reservas? Quando nos referimos às reservas internacionais, estamos tratando dos estoques de moeda estrangeira nos bancos centrais. Vemos como exemplo de reservas o Dólar, o Euro e também o ouro.
As reservas de moeda estrangeira se formam no momento em que um país negocia mercadorias com outro. Podemos observar o aumento das reservas brasileiras quando o Brasil exporta para outro país. Em troca de nossos produtos, recebemos como pagamento a moeda estrangeira. O mesmo acontece, porém de forma contrária, quando o Brasil decide importar algum tipo de mercadoria para outro país. Quando isso ocorre, há uma redução das nossas reservas, pois precisamos de moeda estrangeira para quitar os negócios com o exterior.
As reservas ficam guardadas em autoridades monetárias e nos Bancos Centrais. O Banco Central é o responsável pela troca de moeda estrangeira por moeda nacional e vice-versa. As reservas não servem apenas para transações com o exterior. Elas atuam também como objeto de controle da oferta de moeda nacional e da inflação.
Podemos observar que quando existe a necessidade de aumentar a oferta de moeda no mercado, ao invés do Banco Central imprimir mais moeda e conseqüentemente gerando inflação, o Banco Central compra determinada quantidade de moeda estrangeira no mercado, injetando moeda na economia. Isso faz com que exista um maior estoque de reservas estrangeiras e maior quantidade de dinheiro no mercado. Essa medida de controle inflacionário que vem nos apresentado bons resultados.
A quantidade de reservas internacionais no Banco Central é um sinal que o país pode superar crises econômicas. Isso corresponde a um colchão de liquidez, pois além da capacidade de superar crises, o país apresenta-se capaz de quitar suas dívidas provenientes do comércio exterior. É recomendável um país ter guardado de reservas o equivalente a quatro meses de transações de um ano. O que está acontecendo hoje, é que os países estão acumulam muito mais reservas, cujo objetivo é fazer frente a futuras crises econômicas.
Afinal de contas, o que é e como se calcula a taxa de câmbio? Sempre que acompanhamos alguma notícia ou buscamos alguma informação sobre comércio exterior, no que se diz respeito à exportação e importação ouve-se falar na taxa de câmbio, oferta e procura de divisas e o preço do Real frente a outras moedas, principalmente o dólar. Vamos tentar entender então a relação entre oferta e procura de divisas e o preço do Real frente a outras moedas, principalmente o dólar.
Quando falamos de divisas, estamos tratando de moedas estrangeiras. E as moedas estrangeiras têm um preço em relação amoeda nacional. O preço dessas divisas é dada pela taxa de câmbio. Como toda cotação, a taxa de câmbio é determinada pela oferta e pela demanda, no caso, de divisas. A oferta de divisas depende do volume de exportações e da entrada de capitais externos, como por exemplo, de turistas e investimentos de empresas multinacionais. Essa oferta é formada pelos agentes que querem trocar Dólares por Reais, por exemplo.
A procura por divisas depende do volume de importações e da saída de capitais externos, como por exemplo, o pagamento de empréstimos no exterior. Essa demanda é formada pelos agentes que querem trocar Reais por Dólares, por exemplo. Dessa maneira podemos observar que quanto maior a oferta de divisas, menor é a taxa de câmbio. Vemos que o aumento da disponibilidade de moeda estrangeira torna o preço da divisa, mais baixo. Conseqüentemente haverá uma valorização da moeda nacional.
Por outro lado, se aumentar a demanda de divisas, para uma oferta fixa, tenderá a haver um aumento na taxa de câmbio, ou seja, uma valorização da moeda nacional frente à moeda referida. Pode-se dizer, portanto, que o aumento de poder de compra da moeda nacionalé uma valorização cambial.
Mas existe um ponto crucial: como a taxa de câmbio é definida como o preço da moeda estrangeira, uma valorização cambial corresponde a uma queda na taxa de câmbio. Ao contrário, uma desvalorização cambial representa uma perda do poder de compra da moeda nacional, o que corresponde a um aumento na taxa de câmbio.
Muitas vezes quando visitamos bancos para saber sobre investimentos e planos de benefícios nos deparamos com siglas que intimidam, pois não sabemos ao certo qual o significado daquelas letras combinadas ou ao que elas se referem, é o caso do PGBL e VGBL. O PGBL, ou Plano Gerador de Benefício Livre, assim como o VGBL (Vida Gerador de Benefício Livre) são planos de previdência privada no qual o cliente pode escolher seguradoras para cuidar do investimento e da rentabilidade do depósito feito, por um prazo contratado a ser definido por ele.
Em ambos existem a fase de investimento, período em que o cliente está empregado ou tendo uma fonte de renda por meio de trabalho, e a fase de benefício, no qual o cliente recebe o lucro, a partir da idade escolhida por ele na hora de contratação do plano. O beneficiário pode escolher se prefere receber o montante acumulado, pela empresa seguradora, ou receber por mês.
O contratante pode escolher mais de uma seguradora para fechar estes planos previdenciários, sendo que pode contratar uma ou mais empresas para o período de investimentos e escolher por qual seguradora prefere receber o valor oriundo destas aplicações.
A tributação do PGBL funciona da seguinte forma: o cliente poderá fazer deduções do Imposto de Renda (IR), limitadas a 12% do total de sua renda bruta do ano. Desta forma o cliente paga menos imposto ou recebe um valor maior de restituição do imposto. No caso de um contribuinte que tenha renda anual bruta de R$ 100 mil, ele pode declarar à Receita R$ 88 mil de IR com o PGBL, sendo que os R$ 12 mil aplicados no plano serão pagos na hora do resgate.
Mesmo assim, esse procedimento só é proveitoso para os que declaram IR pelo formulário completo e recebem os tributos na fonte. Já os impostos que não são tributados na fonte ou para os que declaram o imposto como autônomos, de forma simplificada, o plano VGBL é a melhor opção, já que com ele o cliente pode aplicar mais de 12% de sua renda bruta em planos de previdência pois neste tipo de plano o tributo é sobre o ganho de capital.
IPC-A, IPC-S, IGP-M, são tantas siglas que muitos leitores se confundem e ficam até perdidos quando acessam as notícias econômicas de um jornal ou site. Com o intuito de esclarecer as principais diferenças entre esses indicadores, o Bahia Econômica preparou um guia rápido sobre alguns dos principais desta lista, para que o leitor possa compreender melhor os balanços e informações sobre a inflação brasileira.
O IGP-M é o Índice Geral de Preços – Mercado, calculado pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), aponta um registro das alterações de valores principalmente em contratos de aluguel, tarifas de energia elétrica, tv por assinatura e contratos do mercado financeiro. Ele é calculado com a composição de outros três indicadores de custos: o Índice de Preços por Atacado (IPA), o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) e o Índice Nacional do Custo da Construção (INCC). Esses índices, calculados separadamente, influem sobre 60%, 30% e 10%, respectivamente, sobre o cálculo final do IGP-M, que é feito do dia 21 do mês anterior ao dia 30 do mês de referência.
A data de cálculo é a principal diferença entre o IGP-M e o IGP-DI (Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna), já que este tem seu cálculo com base no mês de referência fechado, ou seja do dia 1 ao dia 30, do mês que se quer falar. Esse indicador é o que demonstra os valores de bens de consumo e serviços finais oferecidos às famílias brasileiras. Ele também aponta os preços de produtos agrícolas e industriais e é usado para as correções das tarifas de telefonia.
O IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) é o registro mensal da variação do custo de vida médio das famílias com renda mensal entre 1 e 40 salários mínimos, que residem nas 11 principais regiões metropolitanas do Brasil. Calculado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) desde 1979, o indicador leva em conta o período mensal, do dia 1º ao dia 30 de cada mês, e é considerado a “inflação oficial” do país, usada pelo Banco Central (BC) para taxar os preços. Ele se subdivide em IPCA-15, que é o mesmo cálculo, mas feito a partir do dia 15 do mês anterior ao 15º dia do mês de referência.
Também levantado pelo IBGE, o INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor), registra a variação do custo de vida médio das famílias que ganham entre um e seis mínimos, nas quais o chefe é assalariado. Essa pesquisa abrange as principais 11 regiões metropolitanas do país: Belém, Belo Horizonte, Brasília, Curitiba, Fortaleza, Goiânia, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro, Salvador e São Paulo.
Já o IPC-S (Índice de Preços ao Consumidor Semanal), calculado pela FGV e muito citado nas matérias do Bahia Econômica, registra os preços das sete maiores capitais brasileiras: Belo Horizonte, Brasília, Porto Alegre, Rio de Janeiro, Salvador e São Paulo. O cálculo é feito levando em conta famílias que ganham ate 33 salários mínimos, sendo que cada capital tem peso proporcional à sua população. Para o cálculo, a FGV pesquisa 460 produtos dos segmentos de alimentação, habitação, vestuário, saúde, educação, transporte e despesas diversas, sendo que a coleta é feita até o dia 7, 15, 23 e 30 de casa mês e os preços são comparados aos mesmos períodos do mês anterior.
A rentabilidade do mercado financeiro é fascinante para quem olha de fora e ainda mais para quem se dedica a investir na bolsa de valores. A possibilidade de ver o seu dinheiro se multiplicar apenas tomando as decisões certas balança muita gente, que gostaria de se iniciar na arte do mercado. Para incentivar este movimento, o Bahia Econômica dá uma modesta colaboração.
Não raro, no noticiário econômico, jargões técnicos entram na pauta. Alguns deles estão relacionados às ações, o elemento básico do investimento. As mais conhecidas entre elas são as blue chips e small caps. Você sabe o que significa cada uma delas e por que têm estes nomes? Abaixo, oferecemos algumas explicações úteis.
Blue Chips
A bolsa de valores é como jogar pôquer ou cassino: um risco. Não por acaso, os criadores do mercado elegeram as fichas azuis de apostas de mesa como a denominação das ações mais importantes, as blue chips. Como no jogo as unidades azuis são as mais cobiçadas dentro da rede de apostas, assim também são as blue chips.
Elas correspondem às ações mais rentáveis de grandes e médias empresas. Têm rentabilidade certa, estão inseridas inclusive como investimento em capital externo. A lucratividade das emrpesas deve ser alta para que haja blue chips em seu nome. As mais importantes do Brasil são as da Vale e Petrobras.
Ambas são muito procuradas pelos investidores e representam lucro certo, especialmente a longo prazo. Exatamente por isto, são como uma “poupança” da bolsa, pois são investimentos com retorno garantido e riscos baixos em relação às típicas intempéries dos mercados. Existem blue chips de primeira, segunda e terceira linha. Quanto mais “desvalorizada”, menos elas custam e mais riscos oferecem, mas ainda assim permanecem bastante rentáveis.
Small Caps
As small caps são exatamente as ações de terceira linha. É um termo abreviado para small capitals (capitais pequenos) e correspondem a capital de empresas de médio ou pequeno porte. Têm menos liquidez e apresentam risco mais acentuado que as blue chips de maior rentabilidade. Normalmente, as small caps custam preços irrisórios, como centavos de real. Por isto, investir muito dinheiro nelas pode ser um grande risco.
O investimento nas small caps é recomendado para especuladores mais experientes, que sabem analisar as ondas do mercado para saber se determinadas ações menos líquidas estão no horizonte de valorização ou não.
Toda segunda-feira o Banco Central (BC) divulga o relatório Focus, com a previsão semanal sobre o possível PIB brasileiro do ano, além das estimativas em torno da taxa básica de juros (Selic) e do crescimento industrial. Mas, ao ler a notícia sobre o relatório Focus ou outras que falem sobre o PIB, será mesmo que o leitor está por dentro do que significa essa sigla de fato na economia?
O Produto Interno Bruto, ou PIB, representa a soma anual de todos os bens e serviços que são produzidos por um país, dos mais comuns como um simples alimento, até um carro ou imóvel. O cálculo é feito sobre o produto como um todo, sem levar em conta as matérias primas-utilizadas para a sua confecção. No caso de um carro, por exemplo, os metais e plásticos utilizados para a fabricação de suas peças e acessórios não são contabilizados.
O consumo da população é o principal fator que influi sobre o cálculo do PIB, sendo que quanto maior o gasto da população, maior será o crescimento do PIB e quanto menos a população gastar, maior também será o declínio.
Quanto mais altos os salários e menores os juros de um país, mais as pessoas gastam e mais o PIB aumenta e, o inverso também ocorre, quando os juros são altos e os salários são baixos, as pessoas compram menos e conseqüentemente o PIB cai ou declina.
Essa medição também pode ser levada em conta em relação à atuação das empresas no mercado, já que, se elas contam com juros baixos e incentivo, apresentam crescimento, ampliam contratações, compra de máquinas e suas atividades, o que também eleva o PIB.
Outro fator que também atua sobre o PIB são os gastos do governo, como obras, por exemplo, que incluem contratações, custos com material, máquinas, etc. E, por último, as exportações, que também movimentam o PIB com o ingresso de recursos no país, o que gera mais dinehiro para consumo e investimentos.
O PIB é calculado da seguinte forma:soma-se o total do consumo privado, com o total de investimentos, mais os gastos do governo e volume de exportações. Deste resultado, diminui-se as impostações realizadas no período e chega-se ao resultado final.
Todo mês a palavra Copom entra no noticiário da economia brasileira, especialemnet no momento de decidir se a taxa de juros vaia subir ou vai cair. Mas o que é o Copom? O Comitê de Política Monetária – Copom é o organismo criado pelo Banco Central, em 20 de junho de 1996, com o objetivo de estabelecer as diretrizes da política monetária e de definir a taxa de juros.
Todo mês o Copom se reúne para decidir os rumos da Selic, a taxa básica de juro da economia brasileira. O Copom foi inspirado Federal Open Market Committee (FOMC) , órgão do Federal Reserve, o banco central norte-americano e tem como objetivo implementar a política monetária, definir a meta da taxa Selic (veja o que é taxa Selic) e seu eventual viés, e analisar o 'Relatório de Inflação. O Copom deve adotar medidas com o intuito de cumprir as metas para a inflação definidas pelo Conselho Monetário Nacional. Se essas metas estiverem em risco , cabe ao presidente do Banco Central divulgar, em Carta Aberta ao Ministro da Fazenda, os motivos do descumprimento, bem como as providências e prazo para o retorno da taxa de inflação aos limites estabelecidos.
Este mês de outubro o Copom manteve a taxa Selic em 8,75% sem viés. Mas o que é viés? O Copom pode estabelecer um viés de alta ou de baixa indicando que o presidente do Banco Central pode alterar a qualquer momento a taxa Selic na direção do viés adotado, mesmo sem a realização da reunião mensal. O viés é utilizado quando alguma mudança significativa na conjuntura econômica for esperada. Mas se a decisão for sem viés, qualquer nova mudança nos juros só poderá ser feita com nova reunião do Conselho.
O Copom é composto pelos membros da Diretoria Colegiada do Banco Central: o presidente, que tem o voto de qualidade; e os diretores de Política Monetária, Política Econômica, Estudos Especiais, Assuntos Internacionais, Normas e Organização do Sistema Financeiro, Fiscalização, Liquidações e Desestatização, e Administração. Também participam das reuniões, principalmente no primeiro dia, os chefes de alguns departamentos do Banco Central.
As reuniões são realizadas em dois dias. No primeiro dia se procede a uma análise da conjuntura econômica e a avaliação das tendências da inflação e expectativas gerais para variáveis macroeconômicas. No segundo dia se apresentam alternativas para a taxa Selic e recomendações para a política monetária.
A ata da reunião, que traz os motivos das decisões adotadas, são divulgadas na semana seguinte a cada reunião
Outro documento preparado pelo Copom é o Relatório de Inflação, publicado ao final de cada trimestre (março, junho, setembro e dezembro). Este relatório analisa a economia brasileira e traz as projeções do colegiado para a taxa de inflação.
Você sabe o que significa o IPO? Esta sigla em inglês indica que uma empresa vai oferecer ações na bolsa pela primeira vez. IPO significa “Initial Public Offering”, ou seja, Oferta Pública Inicial. É a primeira oferta de ações de uma companhia, quando ela abre seu capital e passa a vender ações na Bolsa de Valores.
Mas por que uma empresa abre o seu capital? Quando ela faz isso, está transferindo aos investidores parte do seu controle acionário. Em compensação, as companhias abertas recebem dinheiro para se financiarem, aumentando seus caixas e podendo, assim, expandir seus projetos e investimentos. Para comprar ações de uma empresa, o investidor precisa estar cadastrado em uma corretora, autorizada pela Bovespa, que irá intermediar as negociações.
Existe um período de reserva, durante o qual o investidor entra em contato com a corretora e solicita a compra. O preço dos papéis será fixado somente na véspera da IPO, após o encerramento do período de reserva. Após esse período, o investidor não pode mais desistir do negócio. No dia marcado para a IPO, se a demanda pelas ações for superior à oferta, poderão ser feitas limitações ao pedido de compra. O custo que o investidor terá com a operação irá restringir-se ao valor das ações, pois a comissão de corretagem é paga pela empresa.
Este ano tivemos dois importantes IPOs: o da Visanet e o do banco Santander. O da Visanet teve início no último dia 29 de junho, com preço inicial de R$ 15 e, hoje, as ações são negociadas a R$ 17,50. Ou seja, valeu a pena para quem comprou. O Banco Santander não fez propriamente um IPO, pois foi uma oferta secundária, já que as ações do banco já existiam e estavam com o BB Investimento e o próprio banco. Mas como elas ainda não estavam listadas no mercado, a ação pode ser considerada um IPO.
A oferta é secundária quando são ofertadas ações já existentes, ou seja, que já pertenciam a outros acionistas. A diferença entre IPO e oferta pública secundária está no fato de que as ações ofertadas no caso já existiam no mercado para o público. A companhia já possuía capital aberto; apenas está aumentando o número de ações ofertadas. Atualmente, quem vem liderando essa retomada nas ofertas públicas de ações no Brasil é o setor imobiliário. Através de construtoras, incorporadoras e administradoras de shoppings centers, empreendedores buscam fontes de financiamento para seus projetos.
Os próximos IPOs serão da Cyrela e da Aliansce, empresa que administra o Iguatemi. Ambas já fizeram pedidos de registro de emissão de novas ações.
Vale a pena participar de um IPO?
Quando se adere a um IPO, nada garante a valorização das ações lançadas na bolsa. Por isso, o investidor precisa fazer uma análise cuidadosa da empresa e do setor no qual ela atua antes de decidir participar do negócio. Por determinação da Comissão de Valores Imobiliários (CVM), órgão que regula o mercado acionário, as corretoras não podem recomendar ou desaconselhar o investimento. E como não existe um histórico prévio da companhia, as informações que poderão servir de base para análise serão as que constam no prospecto da oferta pública.
A maioria dos investidores pessoa física não possui conhecimento econômico suficiente para fazer uma análise precisa das informações. Portanto, definir se a compra dos papéis será ou não um bom negócio não será tarefa fácil. Somente em 2007, mais de 50 companhias estrearam na Bovespa. Nem todas com rendimento positivo. Há empresas que, do IPO para cá, fizeram com que o investidor perdesse grande parte dos recursos investidos. Em compensação, há quem tenha faturado muito com as novatas.