| WAGNER E A POLÍTICA DE ATRAÇÃO DE EMPRESAS
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O PIB da Bahia vai crescer 2,5% em 2011, um crescimento expressivo, pois calculado em relação a 2010 quando o crescimento foi de 7,5% –, mas abaixo da média nacional que será de 3%. A Bahia só não cresceu mais por causa da indústria de transformação (todos os demais setores apresentaram crescimento) que vai registrar uma queda de 5% em 2011. Isso aconteceu por que a indústria baiana é voltada para as exportações, concentrada em poucos ramos, especialmente no segmento de petróleo e petroquímica que sofreu muito com a crise europeia e com a desvalorização do dólar. Mas 2011 trouxe uma boa notícia que pode fazer o PIB da Bahia crescer mais no futuro: a política de atração de empresas do governo Wagner deslanchou e o montante de investimentos anunciados entre 2010 e 2014 atinge a cifra de R$ 29 bilhões. Se concretizados, esses investimentos vão garantir uma taxa de crescimento do PIB maior nos próximos anos, especialmente no setor industrial. Vários empreendimentos foram anunciados em 2011, mas vale destacar, pela importância, a implantação do Polo Acrílico que a Basf vai erguer em Camaçari e que se constituirá no primeiro empreendimento desse tipo na América do Sul. É um investimento de caráter germinativo, pois vai viabilizar um novo ciclo de crescimento para o Polo Petroquímico, criando uma nova cadeia de produtos com todos os desdobramentos daí decorrentes. Essa cadeia vai atrair dezenas de outras empresas e a prova disso foi a vinda, paripassu, da Kimberly Clark, que,utilizando matéria prima do Polo Acrílico, produzirá bens finais. Finalmente a Bahia vai passar a produzir a terceira geração de produtos petroquímicos. Outra boa notícia é o adensamento do complexo automobilístico de Camacari, propiciado pelos investimentos programados pela Ford e, principalmente, pela implantação em Camaçari da fábrica de motores da empresa que vai produzir 250 mil motores que antes vinham de trem de São Paulo. A implantação da JAC Mottors também fortalecerá o parque automobilístico baiano, embora suas características sejam mais de montagem do que fabricação efetiva. Por outro lado, o complexo eólico que se criou no Estado também abre enormes oportunidades para a exploração de um novo ramo industrial e são muitas as empresas que aportaram (a Gamesa já foi inaugurada) e vão aportar na Bahia para produzir equipamentos para aquele que será o segundo mais importante parque eólico do país. Os investimentos no agronegócio, a nova fábrica da Veracel e os investimentos chineses no Oeste, entre outros, também são destaque. E na mineração a Bahia tornou-se uma das mais importantes fronteiras de minérios do país, com desdobramentos industriais que fatalmente virão. O fato é que o setor industrial, que em 2011 puxou para baixo o crescimento do PIB baiano, ampliou de forma exponencial sua taxa de investimento e isso vai fazer o PIB baiano crescer mais nos próximos anos. Isso foi possível porque o governador montou uma estrutura de negociação competente, capitaneada pelo Secretário de Indústria, Comércio e Mineração, James Correa, com a participação imprescindível da área fazendária e de infraestrutura. Além disso, o governador comandou, ele próprio, as negociações. O fato é que, no que se refere à política de atracão de investimentos, Wagner tem o que comemorar e a Bahia também.
SALVADOR E O PIB
Um fator que faz com que o PIB da Bahia não cresça num nível mais elevado é a falta de investimentos em Salvador. O PIB de Salvador está crescendo proporcionalmente menos que o PIB baiano. Isto porque a taxa de investimento da economia soteropolitana é baixa, especialmente a taxa de investimento privado. A Prefeitura de Salvador, por exemplo, esqueceu que a cidade tem economia e que essa economia precisa ser estimulada. Não há política de atração de empresas a nível municipal. E a política de atração de empresas do governo do Estado, por conta da própria localização dos distritos, privilegia outros municípios da RMS. A distorção é evidente: embora Salvador gere cerca de 25% do PIB baiano, entre os novos investimentos anunciados pelo governo do Estado menos de 5% se dirigem para a cidade. É o contrário do que ocorre no Rio de Janeiro, o estado que mais cresce no país, e que fez da sua capital, não apenas um canteiro de obras, mas também um polo de atração de empresas. Salvador precisa de uma política de atração de empresas que dê incentivos a implantação de Indústrias de ponta, indústrias não poluentes e outras. Além disso, se 63% do PIB baiano são gerados no setor de serviços e se esse setor localiza-se predominantemente em Salvador, é preciso investir nele. É necessário estimular a vinda de centros de distribuição, a criação de polos educacionais, de polos digitais, potencializar o setor de equipamentos de saúde, investir na área portuária (como, aliás, vem sendo feito com os terminais turísticos do Porto de Salvador), criar um centro financeiro de porte, realizar grandes eventos, colocar a cidade na agenda internacional de shows e seminários, realizar eventos culturais, trazer atrações internacionais etc. Infelizmente, ainda predomina em alguns setores do governamentais, a exemplo da área cultural e outras, uma ideia equivocada que propõe uma descentralização burra rumo ao interior. Algo assim: “vamos investir menos em Salvador para reduzir o desequilíbrio entre as regiões.” É um erro. É deixar de agregar valor a 25% do PIB do Estado. O investimento na capital tem um efeito multiplicador muito maior, por conta do peso da economia soteropolitana. Recife, por exemplo, gera 40% do PIB pernambucano e continua recebendo investimentos. O Rio nem se fala. A descentralização da economia tem de ser agregativa, ampliando a economia de Salvador ao mesmo tempo que se amplia a economia do interior. Em poucas palavras: se a Bahia quiser que seu PIB cresça acima da média nacional, vai de ter de, entre outras coisas, investir em Salvador, modernizar o gerenciamento nas áreas de cultura e turismo e criar uma política de atração de investimentos para a capital.
FELIZ NATAL
Desejo a você... Fruto do mato, Cheiro de jardim, Namoro no portão, Domingo sem chuva, Segunda sem mau humor, Sábado com seu amor, Filme do Carlitos,Chope com amigos ,Crônica de Rubem Braga, Viver sem inimigos, Filme antigo na TV ,Ter uma pessoa especial, E que ela goste de você ... Com os versos do poema Desejos de Carlos Drummond de Andrade, desejo ao leitor um Natal cheio de alegria e paz.
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