
Com a saída do Presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, a Bahia perde um cargo de nível ministerial no governo federal e o governador Jaques Wagner precisa se mobilizar para conseguir uma compensação a altura.
Para se ter uma ideia da importância da Petrobras, basta lembrar tratar-se da maior empresa da América Latina, uma das cinco maiores empresas integradas de energia no mundo e com um plano de negócios e investimentos maior que o PIB de vários países.
A Petrobras é gigantesca também no que se refere a produção, exportação, pesquisa, atuação regional, responsabilidade social e cultura, cujo orçamento, é maior que o do próprio Ministério da Cultura. Ora, ao perder o comando dessa empresa, a Bahia se enfraquece no governo federal e, se for confirmada a saída de Mario Negromonte do Ministério das Cidades, o estado não estará representado nos principais eixos de poder do país.
O governador Jaques Wagner, aliado de primeira, segunda e terceira hora da Presidente Dilma Rousseff, precisa buscar uma compensação para a Bahia, mas essa compensação não pode ser apenas em cargos de importância política, precisa ser também e fundamentalmente em cargos de importância econômica. O Ministério de Desenvolvimento Agrário, por exemplo, pode ter importância política, mas em termos da economia baiana é pouco significativo.
Muito mais importante, por exemplo, seria uma diretoria do BNDES, cujo orçamento é maior que o do Banco Mundial, e se constitui num verdadeiro parteiro de novas empresas e de obras de infraestrutura. O governador precisa lutar por mais espaço no governo federal, mas cada dia fica mais claro que no governo da Presidente Dilma Rousseff cargo importante só perdura na mão de quem tem competência técnica. Dilma tem demonstrado que as indicações políticas podem até ter lugar no seu governo, mas na periferia dele.
O fato é que a Bahia precisa se mobilizar para ter uma compensação a altura do cargo de presidente da Petrobras e para ter mais espaço no ministério de Dilma Rousseff e o governador Jaques Wagner é o líder natural dessa mobilização.