COLUNISTAS

A CANDIDATURA DE MARINA SILVA PODE SER BOA PARA A ECONOMIA BRASILEIRA?

FRASE DO DIA

"A Petrobras é muito maior que qualquer agente dela, seja diretor ou não, que cometa equívocos, crimes - ou, se for julgado, que se mostre que foi condenado. Isso não significa uma condenação da empresa. Não se pode confundir as pessoas com as instituições".

Presidente Dilma Rousseff ao comentar escândalos envolvendo a estatal.


AS QUERELAS DA BAHIA


A intransigência e os interesses políticos, econômicos  e ideológicos  parecem mover os destinos da Bahia. Aqui  o espírito público foi banido, dando lugar ao espírito corporativo e  corporativista  que parece reger todas as relações de poder. Ao largo da Bahia de Todos os Santos, o pequenino metrô não anda porque existe divergências entre a prefeitura e o governo, o porto não é construído porque existem dissensões entre ambientalistas e o poder público,  a greve leva noventa dias porque a intransigência das partes predomina, o parque do Aeroclube se transforma num lixão, ou quase, porque é impossível o acordo entre as partes,  a cidade não tem uma  lei do uso do solo moderna  porque os interesses  econômicos, políticos e ideológicos são irreconciliáveis. E com isso  a Bahia e sua bela capital vão ficando para trás, a mercê de interesses que nunca se destravam.   Em outras plagas as coisas funcionam de modo diverso. No Rio de Janeiro, uma ação coordenada entre o governo do Estado, o governo federal e a prefeitura, com apoio da sociedade –  que avalizou uma ação contra a bandidagem que por aqui seria considerada contrária aos direitos humanos –  fez refluir a violência urbana, fazendo da cidade uma das menos violentas do país, baixando a taxa de homicídios para  23,4 por  1000 habitantes, quando a de Salvador é mais que o dobro. Em Pernambuco, uma ação ordenada dos poderes públicos, com integral apoio da sociedade, transformou o estado num dos principais pólos de investimentos do país, com a construção de grandes obras – refinaria, fábrica da Fiat, ferrovia Transnordestina, Transposição do São Francisco – que aqui fariam corar os pseudos ambientalistas e atiçar todo tipo de interesses corporativo.   A verdade é que o  povo da Bahia, e de Salvador, está cansado das querelas políticas, econômicas e ideológicas que impedem seu desenvolvimento.  A população também já não agüenta mais declarações, anúncios, propostas, powerpoints, maquetes ou perspectivas para o futuro.  O povo da Bahia e de Salvador quer uma ação imediata em prol do seu desenvolvimento  e que o espírito público prevaleça sobre os interesses corporativos.