
QUAL A SUA PERCEPÇÃO SOBRE A ECONOMIA BRASILEIRA NO MOMENTO?

"Não adianta se apavorar é o mundo moderno onde as pessoas se autoconvocam pela internet, é bom que a gente se habitue com isso."
Jaques Wagner
Governador da Bahia, sobre as manifestação que acontecem em todo país

A intransigência e os interesses políticos, econômicos e ideológicos parecem mover os destinos da Bahia. Aqui o espírito público foi banido, dando lugar ao espírito corporativo e corporativista que parece reger todas as relações de poder. Ao largo da Bahia de Todos os Santos, o pequenino metrô não anda porque existe divergências entre a prefeitura e o governo, o porto não é construído porque existem dissensões entre ambientalistas e o poder público, a greve leva noventa dias porque a intransigência das partes predomina, o parque do Aeroclube se transforma num lixão, ou quase, porque é impossível o acordo entre as partes, a cidade não tem uma lei do uso do solo moderna porque os interesses econômicos, políticos e ideológicos são irreconciliáveis. E com isso a Bahia e sua bela capital vão ficando para trás, a mercê de interesses que nunca se destravam. Em outras plagas as coisas funcionam de modo diverso. No Rio de Janeiro, uma ação coordenada entre o governo do Estado, o governo federal e a prefeitura, com apoio da sociedade – que avalizou uma ação contra a bandidagem que por aqui seria considerada contrária aos direitos humanos – fez refluir a violência urbana, fazendo da cidade uma das menos violentas do país, baixando a taxa de homicídios para 23,4 por 1000 habitantes, quando a de Salvador é mais que o dobro. Em Pernambuco, uma ação ordenada dos poderes públicos, com integral apoio da sociedade, transformou o estado num dos principais pólos de investimentos do país, com a construção de grandes obras – refinaria, fábrica da Fiat, ferrovia Transnordestina, Transposição do São Francisco – que aqui fariam corar os pseudos ambientalistas e atiçar todo tipo de interesses corporativo. A verdade é que o povo da Bahia, e de Salvador, está cansado das querelas políticas, econômicas e ideológicas que impedem seu desenvolvimento. A população também já não agüenta mais declarações, anúncios, propostas, powerpoints, maquetes ou perspectivas para o futuro. O povo da Bahia e de Salvador quer uma ação imediata em prol do seu desenvolvimento e que o espírito público prevaleça sobre os interesses corporativos.
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