Os economistas Mauro Lopes, Ignes Lopes e Daniela Rocha, da FGV-Rio, em excelente artigo publicado no livro “Agenda de Competitividade do Brasil”, organizado por Regis Bonelli, reconhecem e enaltecem a contribuição dos agricultores do Sul ao agronegócio do Centro-Oeste brasileiro e dos Estados da região denominada MAPITO. “Isso sem falar no Oeste da Bahia, uma das regiões de agricultura mais prósperas do mundo”, complementam os autores acima.
O desempenho no caso baiano tem sido aqui ressaltado, inclusive com os registros das maiores produtividades físicas do Brasil e do mundo, notadamente em alguns grãos, como a soja e o algodão, colocando inúmeros municípios regionais no ranking dos 40 maiores brasileiros em renda agrícola.
Agora, sabemos, um pouco tardiamente, é verdade, que o campeão nacional de rendimento físico da soja, em certame promovido pelo Comitê Estratégico Soja Brasil (CESB), é um produtor de Correntina, no Oeste baiano, Roberto Pelizzaro, com a obtenção de 100,63 sacas da oleaginosa por hectare (!) , ante uma média nacional de pouco mais de 52 sacas por hectare. Isso só pode ser alcançado com muita competência, busca incessante de inovação, uso de técnicas modernas e sobretudo com o domínio da experiência com tecnologias biológicas e mecânicas que esses qualificados agricultores trouxeram para o nosso Estado e para os cerrados brasileiros em geral.
A despeito das lacunas ainda existentes na infraestrutura, que serão bem encaminhadas com a conclusão da ferrovia Oeste-Leste, prevista para 2014-2015, e das ameaças de imposições de restrições à aquisição de terras por estrangeiros, a região segue com suas vantagens e atrativos, sendo alvo de anúncio de investimentos a todo momento.
Nesse sentido, vale ressaltar o estudo do Engenheiro Agrônomo Renato Rasmussen Analista Econômico Sênior do Rabobank, Banco holandês com liderança e foco internacional no agronegócio, no qual sustenta que a China está mudando o seu modelo de investimentos na agricultura da América do Sul. Em face das possíveis restrições à compra de terras por estrangeiros, os chineses passaram a privilegiar aportes em infraestrutura em troca do direito de aquisição da colheita de grãos , especialmente soja e milho.
Para os autores do Rabobank, o primeiro grande investimento chinês nesse novo arranjo ocorrerá provavelmente em Barreiras, na Bahia, onde o grupo Chongqing Grain deverá processar anualmente cerca de 1,15 milhão de toneladas de soja, em planta industrial a ser instalada proximamente. A primeira safra do grupo será colhida agora, na temporada 2011/2012. Rasmussen esteve em Pequim e de lá retornou com a convicção de que o projeto em Barreiras será maior que o inicialmente previsto, o qual montava a algo como 2,5 bilhões de dólares, no ano passado. Além desse aporte, o mesmo grupo cogita da compra de 100 mil hectares para produzir soja, num investimento de 300 milhões de dólares; adicionalmente, o Pallas Investiment Corporation assinou um acordo com o governo chinês visando incorporar até 250 mil hectares no Oeste baiano para a produção de energia renovável. Portanto, a região tem grande poder de atração de inversões. Basta que o Poder Público dê algum estímulo, ou, ao menos, não atrapalhe.
José Maciel dos Santos Filho
jose.maciel@camara.gov.br
A Accor terá mais uma marca de hotel no Brasil. A rede anunciou a construção de cinco hotéis – quatro em São Paulo e um na Bahia – da bandeira Adagio City Aparthotel, voltada para estadias mais prolongadas, de mais de quatro dias.
A Adagio será a sétima marca da rede francesa no país, onde opera atualmente 150 hotéis das bandeiras Sofitel, Pullman, Novotel, Mercure, Ibis e Formule 1. Para os cinco novos projetos estão previstos, até 2015, investimentos da ordem de R$ 317 milhões, em parceria com a Setin Empreendedores Imobiliários.
A primeira unidade do novo conceito será lançada em Salvador, com 200 apartamentos e previsão de abertura no primeiro semestre de 2014.
O empreendimento será erguido na Avenida Tancredo Neves, no setor financeiro da cidade, em frente ao Salvador Shopping, e fará parte de um complexo imobiliário que contará ainda com um edifício comercial e um residencial.
O lançamento imobiliário para investidores está previsto para ocorrer entre março e abril.
Durante a apresentação da mensagem na abertura dos trabalhos do segundo ano da 18ª Legislatura, na Assembleia Legislativa, nesta quarta-feira (15), o governador da Bahia, Jaques Wagner destacou, no âmbito do setor de economia e infraestrutura, a árrea habitacional e afirmou que a meta do programa Minha Casa, Minha Vida II é a contratação de 165 mil unidades ao longo deste ano.
Wagner enfatizou a retomada da indústria naval no estado e disse que a Bahia está em vias de receber um dos maiores parques navais do país: o Estaleiro Enseada do Paraguaçu, que será instalado no município de Maragojipe e será responsável pela reforma e construção de navios e plataformas de petróleo.
Ele disse que que nos últimos anos foram realizadas mais de 400 mil ligações de eletricidade, por meio do programa Luz para Todos, e que a previsão é que mais 128 mil novas ligações sejam executadas na Bahia, sendo 40 mil este ano. O governador destacou a Ferrovia de Integração Oeste-Leste, “a maior obra de infraestrutura da história da Bahia, em execução desde 2011" e o Porto Sul.
Segundo ele, o Sistema Viário Oeste, cuja face mais visível é a construção da futura ponte que liga Salvador a Itaparica, já tem seu projeto definido. E destacou os novos empreendimentos que estão se instalando na Bahia, sendo o polo acrílico, o setor automotivo, a energia eólica e os projetos de mineração e do agronegócio alguns exemplos significativos.
Wagner ressaltou também os investimentos estimulados pela realização da Copa do Mundo 2014, disse que a Arena Fonte Nova se encontra com mais de 50% de execução de suas obras e que o projeto de mobilidade urbana, cujo valor previsto é de R$ 2,6 bilhões, está ultimando os arranjos institucionais para a licitação.
A ministra das Relações Institucionais, Ideli Salvatti, disse nesta terça-feira que é “absolutamente imprescindível” a aprovação, no Senado, de uma resolução que acaba com incentivos à entrada de produtos importados por alguns portos brasileiros.
A Bahia é um dos estados mais prejudicados com a guerra fiscal portuária e, por conta dela, vem perdendo cargas para outros estados como Santa Catarina e Pernambuco.
A aprovação do texto foi colocada como prioridade do governo em reunião da presidente Dilma Rousseff com ministros, líderes parlamentares e dirigentes dos partidos aliados no Congresso. O Projeto de Resolução nº 72 pretende impedir que Estados concedam incentivo fiscal, por meio da redução da alíquota interestadual do ICMS, aos produtos estrangeiros que ingressam no Brasil em portos localizados em seus territórios.
“É uma matéria que temos que agilizar a votação porque ela vem exatamente na contramão do fortalecimento da indústria nacional, da geração dos empregos no Brasil”, declarou Ideli, cujo berço político, Santa Catarina, concentra alguns dos mais importantes portos do país.
A ministra listou ainda como prioridades do governo no Congresso em 2012 as aprovações da Lei Geral da Copa, do fundo de previdência complementar do servidor público (Funpresp) e a última votação do Código Florestal na Câmara. As informações são do Valor.
Os investimentos de R$ 2 bilhões previstos pela JAC Motors, BMW e Land Rover para construir fábricas no país estão parados à espera da definição do governo sobre o novo regime automotivo. A JAC Motors quer investir R$ 900 milhões na Bahia.
Os presidentes das empresas e os governadores dos Estados cotados para receber os investimentos têm pressionado o governo federal para agilizar a publicação das novas regras, mas a previsão é de que elas sairão só em março. A expectativa é de que o novo regime deixe mais evidente as exigências de 65% de conteúdo regional mínimo na produção, além de fixar um escalonamento para empresas com projetos no país.
Hoje, as montadoras importam os veículos com IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) maior porque não atendem a exigência de produção e não têm fábricas no México ou nos países do Mercosul, que têm acordos comerciais com o Brasil.
A Secretaria de Agricultura do Estado (Seagri) anunciou, um orçamento de R$ 345 milhões de investimentos para os programas que devem ser desenvolvidos por ela e suas empresas adjacentes. O valor corresponde a quase 12% do orçamento do Estado do ano, de R$ 2,94 bilhões.
A Empresa Baiana de Desenvolvimento Agrícola (EBDA), Agência de Defesa Agropecuária da Bahia (Adab), Bahia Pesca e Coordenação de Desenvolvimento Agrário (CDA), além das superintendências de Agricultura Familiar (Suaf), de Irrigação (SRI), de Desenvolvimento Agrário (SDA) e de Política do Agronegócio (SPA), autarquias da Seagri, estabeleceram metas que devem ser compridas no ano.
O principal objetivo da autarquia é a o fortalecimento da agricultura e da agropecuária no Estado da Bahia.
A AIBA-Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia informa que os produtores dos cerrados baianos devem colher quase 8 milhões de toneladas de grãos na safra 2011/2012, o que representa um aumento de 13% sobre a temporada passada (2010/2011). Será, se confirmada, a maior safra já registrada nessa que é considerada uma das “regiões de agricultura mais prósperas do mundo”, conforme alguns economistas da FGV-Rio.
O resultado merece ser valorizado por conta de dois fatores adicionais: da expressividade do tamanho do incremento quando comparado ao crescimento previsto para a safra de grãos do país como um todo, ao redor de apenas 0,6%, devendo alcançar uma marca de 160,5 milhões de toneladas de grãos, segundo nos informa o Levantamento Sistemático da Produção Agrícola, do IBGE; e da exibição de excelentes índices de produtividade física da terras nos planos nacional e internacional.
Na soja, alternamos a posição com o Mato Grosso, com níveis acima de 3.000 kg por hectare (neste ano o rendimento da Bahia deve ser um pouco menor que na safra passada)e no algodão estamos na liderança, com algo em torno de 3.800 kg do produto em grão por hectare ( com 40% de teor em fibra, em média) ante 3.529 kg por hectare do estado do Centro-Oeste (dados de 2011). Estes números da cultura algodoeira estão entre os melhores do mundo, só sendo ultrapassados por países com larga proporção de plantios irrigados, como Israel, que, aliás, não tem o protagonismo do Brasil no mercado internacional.
A soja continua como carro chefe no Oeste baiano, com crescimento de área cultivado previsto para 5%, podendo atingir o patamar de 1,1milhão de hectares e produção de 3,55 milhões de toneladas, uma ligeira queda de 1% em relação ao ciclo anterior, em face da ocorrência de rendimento físico relativamente menor. A expectativa para o algodão é de acréscimo de 4% na área plantada, cravando algo como 386 mil hectares, com produção projetada em 1,53 milhão de toneladas, 2% a mais que na safra 2010/2011. Já o milho foi de longe a lavoura que mais cresceu este ano, estimando-se um aumento de área de 59%, totalizando 243 mil hectares. A AIBA admite que a participação do milho no mix de culturas locais é ainda baixo, de 12%, podendo crescer no futuro para algo por volta de 25% a 33%, coeficiente mais compatível com as recomendações técnicas no esquema de rotação.
Os resultados auspiciosos aqui registrados devem assegurar as posições de liderança de municípios da região (como São Desidério, Barreiras, Luis Eduardo Magalhães, Correntina e Formosa do Rio Preto) no ranking dos 40 maiores municípios brasileiros em renda agrícola, atualizado anualmente pelo IBGE.
Ressalte-se, finalmente que o bom desempenho do agronegócio nos cerrados da Bahia foi conseguido até aqui num contexto de velhas carências de infraestrutura ainda não adequadamente equacionadas. Certamente, novo impulso de crescimento rápido será sentido quando as obras da Ferrovia Oeste-Leste estiverem concluídas, juntamente com a Transnordestina e a Norte-Sul. Essas 3 linhas férreas , além de permitir a redução de custos de transporte, deve ajudar a descongestionar as rotas atuais de escoamento em direção aos portos do Sudeste e Sul, especialmente Santos e Paranaguá, redirecionando parte dos fluxos de produtos para os portos de Ilhéus, Suape, Pecém e Itaqui, e favorecer a eclosão de um novo ciclo de investimentos em logística de escoamento nesses novos portos.
Assinale-se que, no caso de Ilhéus, às demandas de cargas de grãos se somarão as de minérios, havendo ainda a possibilidade de entrada em operação da ZPE local, particularmente se as exigências mínimas de exportação caírem de 80% para 60%, conforme Projeto de Lei em tramitação na Câmara dos Deputados.
Portanto, já é hora do Governo Federal tentar acelerar os cronogramas dessas obras para que as prioridades de inauguração até 2014 não se concentrem somente em projetos de geração de energia ou naqueles associados à realização da Copa do Mundo em nosso País.
José Maciel dos Santos Filho
jose.maciel@camara.gov.br
Um levantamento realizado pelo Banco Central (BC), que consta do Boletim Regional divulgado pela instituição nesta sexta-feira (10), mostrou que o Nordeste foi a região que teve maior expansão na carteira de crédito de pessoas jurídicas entre 2007 e 2011. O apetite das empresas nordestinas subiu 200%, enquanto no Brasil como um todo as operações cresceram 126% no mesmo período.
A carteira de crédito bancário para as empresas nordestinas somou R$ 121,6 bilhões em novembro do ano passado, ante os R$ 40,53 bilhões de novembro de 2007. Já em todo o país ficou em R$ 1,044 trilhão, contra R$ 462,7 bilhões na mesma base de comparação.
A autoridade monetária explica que o incremento mais robusto do crédito na região Nordeste foi influenciado pela elevada demanda da Petrobras para a construção da Refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco (PE), em julho de 2009. Também mereceram destaque as operações de crédito para as construções dos segmentos de geração, transmissão e distribuição de energia elétrica e gás, além das indústrias químicas na região.
O Hotel Ibis e um shopping da cadeia Aliansce Shopping Centers serão implantado em Camaçari no âmbito de um mega empreendimento que prevê também a construção do sistema viário do primeiro complexo residencial e empresarial de Camaçari,
O empreendimento, que começa a ser implantado em março, será instalado em uma área de 760 mil metros quadrados entre a via Parafuso (BA-535) e a avenida Jorge Amado, foi anunciado pelo prefeito Luiz Caetano.
O investimento previsto é de R$ 300 milhões para a implantação do sistema viário e a construção do Shopping Boulervard Camaçari, um hotel Ibis e um conjunto residencial pelo Programa Minha Casa, Minha Vida. A previsão de início das obras do shopping e do hotel é agosto de 2012.
O hotel Ibis terá 120 apartamentos e o Shopping Boulevard Camaçari, contará com hipermercado, cinco cinemas, restaurante, fast foods e grandes magazines.
A Prefeitura de Salvador vai fazer uma licitação para vender peças de mobiliário urbano, como placas de sinalização e direcionadores de pedestres espalhados pela cidade. Os vencedores devem administrar as placas por 25 anos, rendendo um valor de R$ 7 milhões de reais a Prefeitura. Por ano, O Palácio Thomé de Souza vai ter uma verba extra de aproximadamente R$ 280 mil reais, algo em torno de R$ 24.mil mês.
Em janeiro, passado, o órgão tentou fazer uma licitação para vender Outdoor da cidade, porém o Ministério Público Estadual (MTE) bloqueou considerando o procedimento do Prefeito irregular.
A abertura das propostas ocorrerá no próximo dia 27 de fevereiro na sede da Sucom (Superintendência de Controle e Ordenamento do Uso do Solo do Município). Vencerá aquele que apresentar a maior proposta. Estão dentro da licitação 320 espaços na grande Salvador.
A Agência de Fomento do Estado da Bahia (Desenbahia) liberou R$ 4,5 milhões em financiamento, em 2011, para aquisição de veículos destinados ao transporte escolar, do tipo van, furgão ou micro-ônibus. Com isso, a instituição começa a alcançar o objetivo de renovar a frota do transporte escolar, como avalia seu presidente, Luiz Alberto Petitinga, salientando que somente este ano, as solicitações de financiamento já chegam a R$ 730 mil.
"Estabelecemos as melhores condições para garantir a segurança, estimular a renovação da frota e melhorar a qualidade na prestação deste serviço escolar. Com juros acessíveis, oferecemos até três meses de carência para o beneficiário", disse Petitinga.
O limite por operação chega a R$ 85 mil, com prazo de até 60 meses e taxa de juros de 10% ao ano. O empreendedor poderá obter o financiamento como Pessoa Física desde que possua registro e permissão do órgão competente para explorar os serviços de transporte escolar. Atualmente, a Desenbahia opera nos municípios de Ilhéus e Salvador, onde há regulamentação para a atividade.
Ainda de acordo com Petitinga, “a exemplo da linha Protáxi, responsável pela renovação da frota de Salvador, a nova linha pretende também renovar amplamente a frota escolar. O financiamento da Desenbahia também irá fomentar a entrada de novos trabalhadores, tirando da clandestinidade muitos prestadores de serviço".
O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) aprovou por unanimidade e sem restrições a compra de quatro plantas da Dow Chemical no exterior pela Braskem. A decisão foi tomada mesmo após a solicitação de veto feita pela Associação Brasileira da Indústria do Plástico (Abiplast).
O relator do processo, Marcos Verissimo, disse que a argumentação da Abiplast não está relacionada diretamente a essa aquisição (duas plantas na Alemanha e duas plantas nos Estados Unidos). "A maior parte das impugnações guarda pouca relação com a operação em si, mas com operações anteriores", justificou Verissimo.
O relator salientou que o mercado em análise da operação em questão é internacional, tanto do ponto de vista relevante quanto geográfico. "A própria Abiplast não chegou a discordar dessa definição", considerou. Ele acrescentou que a participação da Dow no mundo é relativamente pequena, de cerca de 1,5% do total do mercado. As informações são da Agência Estado.
A economia baiana costuma sentir os efeitos de crises internacionais, já que, 50% da produção industrial destinada ao mercado externo, de acordo com estimativas da Federação das Indústrias da Bahia (Fieb).
Numa tentativa de solucionar o problema do crescimento industrial baiano abaixo da média brasileira, o governo baiano pretende reforçar a exigência de contratações de empresas baianas por quem recebe incentivos fiscais para se implantar no Estado.
Além disso, a Secretaria da Indústria Comércio e Mineração (SICM) pretende cobrar das empresas que estão implantando minas e parques eólicos no Estado que adquiram serviço e equipamentos de empresas baianas.
“Nós temos operadores portuários capacitados, empresas de transportes consolidadas, então não existem motivos para que as empresas de mineração busquem em Minas Gerais ou São Paulo os prestadores de serviço”, diz o secretário James Correia.
“Queremos um modelo descentralizado e que traga o máximo de benefícios para a sociedade baiana”, avalia o secretário.
Uma parceria com a Pre-Park, instituição de pesquisa alemã, localizada na cidade de Kaiserslautern, na Alemanha, foi firmada pelo Parque Tecnológico da Bahia, que funcionará na Avenida Paralela. A intenção é apoiar a estratégia de internacionalização dos dois parques, facilitando o intercâmbio de conhecimentos e fortalecendo as empresas de base tecnológica dos dois países.
Segundo o secretário de Ciência, Tecnologia e Inovação, Paulo Câmera, o Parque Tecnológico não pode trabalhar isolado da comunidade científica mundial. Pela parceria, estão previstas missões de intercâmbio entre as administrações dos dois parques, a fim de melhorar e otimizar a estratégia de negócios, e ainda a criação de um escritório virtual para promover a colaboração entre projetos comuns.
“Vamos criar uma ambiente no qual a inovação e a tecnologia possam ser transferidas dos laboratórios científicos para a sociedade”, explica o secretário. De acordo com ele, outro benefício da parceria é que as empresas instaladas nos dois parques vão poder desenvolver produtos inovadores em conjunto, além de encontros de negócios com o objetivo de discutir tendências de mercado e iniciativas para manter a competitividade das empresas.
Está previsto ainda um programa de intercâmbio entre pesquisadores e empregados das empresas dos dois países para melhorar o desempenho dos projetos, e também seminários e simpósios conjuntos em áreas comuns aos dois parques tecnológicos.
O Indicador de Confiança do Empresariado Baiano (Iceb) apresentou alta de 37,89%, em dezembro de 2011, com elevação da expectativa e segue a tendência ascendente dos últimos três meses. Calculado pela Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), autarquia da Secretaria do Planejamento (Seplan), o indicador atingiu 162,68 pontos e está situado na zona de otimismo moderado.
O crescimento do Iceb no período foi puxado pelos setores agropecuária, que apresentou expansão de 38,10%, e serviço e comércio (elevação de 39,17%). A agropecuária continua sendo o setor mais otimista, permanecendo na zona de otimismo. Serviços e comércio está na zona do otimismo moderado e a indústria continua na zona de pessimismo moderado.
"A justificativa para o pessimismo moderado, por parte dos empresários industriais, decorre de alguns fatores identificados na pesquisa, a exemplo do crédito não atrativo para o setor, tendência de queda nas exportações, desvantagens competitivas em relação ao mercado externo e preocupação quanto ao fechamento de algumas unidades industriais", explica Alex Gama, economista da SEI.
Em dezembro, as variáveis macroeconômicas – com 26,86 pontos percentuais (p.p.) – continuaram superando as variáveis de desempenho (50,94 p.p.) das empresas. Nas variáveis de desempenho, o único setor que melhorou as expectativas foi a agropecuária, movendo-se da zona de otimismo moderado para a de otimismo. Já variável de desempenho do emprego para o conjunto de setores encontra-se na fronteira entre a zona de otimismo moderado e otimismo, sendo influenciada pelos setores da agropecuária, comércio e serviço. De acordo com a pesquisa, 43% dos entrevistados acreditam que o nível do emprego permanecerá estável nos próximos 12 meses. As informações são da Sicm.
Repercutiu intensamente a entrevista de Marcos Jank, Presidente da UNICA-União da Indústria de Cana-de-Açúcar, à edição de janeiro de 2012 da revista Dinheiro Rural, na qual o dirigente sustenta que a produção brasileira de etanol terá que ser duplicada até 2020, para fazer face ao aumento do consumo interno, decorrente da predominância crescente dos carros flex na frota nacional, e à abertura do mercado norte-americano, fruto da queda dos subsídios ao etanol de milho e da principal barreira dos EUA ao produto nacional, representada pela sobretaxa de US$ 0,54 sobre cada galão (3,78 litros).
Segundo Jank, o desafio envolve a necessidade de investimentos de 156 milhões de reais, o que daria para a implantação de mais 130 usinas. A abertura do mercado americano ocorre num momento em que o Brasil se depara com problemas de oferta no curto prazo, devido à seca da presente safra, com perdas médias de 11% no Centro-Sul, e à paridade de preços (acima de 70%), mais favorável à gasolina. O País não pode, portanto, tirar proveito dessa conjuntura favorável no curto prazo.
Em artigo anterior já enfatizámos a conveniência de melhor inserção da Bahia nessa expansão sucroalcooleira, já que dispõe de áreas para instalar cerca 10 usinas, sem qualquer risco de mexer ou deslocar culturas alimentares. Atualmente, o Estado tem duas importantes usinas operando no Extremo Sul, em Lajedão e Ibirapuã, o que é muito pouco quando confrontado com o potencial e as disponibilidades de terras aptas. Por conseguinte está na hora da Bahia intensificar os esforços para atrair mais projetos.
O Presidente da UNICA propõe que o etanol tenha o mesmo tratamento da gasolina, beneficiada pela redução de tributos, como a Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico, a CIDE.
A despeito de boa parte dos investimentos em novas usinas terem se destinado até agora para São Paulo e Goiás, existem interlocutores no governo aparentemente favoráveis à certa desconcentração espacial do setor, especialmente porque a cana teria tomado espaço de lavouras de alimentos, notadamente no Estado de São Paulo. Essa tese, corajosa, mas muito bem fundamentada, foi defendida em recente conferência do IPEA sobre Desenvolvimento, realizada em Brasília, no final do ano passado.
Em suma, cabe à Bahia identificar e conceder estímulos visando captar projetos para este setor estratégico e de vital importância para o seu desenvolvimento.
A empresa de construção cívil Moura Dubeux pretende apresentar ainda neste semestre ou, no máximo, na segunda metade deste ano, a proposta para uso do espaço do antigo Salvador Praia Hotel.
A ideia, ao contrário do que ocorre com o antigo Hotel da Bahia, é não aproveitar o prédio atual, utilizando o terreno para erguer um prédio de flats e outro com leitos hoteleiros. Este último deve servir tanto ao visitante em lazer como ao turista corporativo.
Mais de 300 pequenos e médios produtores rurais de oito municípios baianos serão beneficiados, até maio deste ano, com a inauguração de uma fábrica de leite no município de Coaraci, no sul do estado. O empreendimento, orçado em R$ 1,2 milhão, está sendo executado pela Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR), empresa vinculada à Secretaria de Desenvolvimento e Integração Regional (Sedir).
Os equipamentos e as obras de engenharia já estão em estágio avançado e vão garantir o processamento de dez mil litros diários de leite na fase inicial de produção. No total, 13 tanques de resfriamento, que permitirão o armazenamento do produto, estão sendo instalados nos municípios contemplados e serão administrados por associações locais de produtores.
Para o secretário Wilson Brito, a fábrica vai dinamizar a atividade leiteira na região. “Esse é um empreendimento construído com reuniões realizadas entre produtores, prefeituras e Governo do Estado. Temos certeza de que vai melhorar a vida de centenas de famílias que aqui vivem”. O diretor executivo da CAR, José Vivaldo Mendonça destacou que o início das operações da usina marcará uma nova fase para as famílias de pequenos produtores rurais do sul baiano.
Representantes da Coopragi também destacaram a importância da fábrica que vai garantir aos produtores uma melhor comercialização do leite. Construída num terreno de 13 mil metros quadrados, às margens da BA-262, a unidade é resultado de um convênio assinado entre o governo estadual, por meio da Sedir/CAR, e a Coopragi, para a aquisição de tanques de leite, no valor de R$ 78 mil cada.
A presidente Dilma Rousseff assinou em Camaçari uma ordem de serviço para revitalização urbanística de bacia hidrográfica do município. A obra irá beneficiar mais de 90 mil pessoas da região com sustentabilidade, saúde e desenvolvimento.
No processo de desapropriação e reassentamento das famílias que moram no entorno do Rio Camaçari e seus afluentes, serão entregues cinco empreendimentos do programa Minha Casa, Minha Vida, com mais de 2.350 unidades habitacionais.
O investimento na construção dos imóveis, que vão beneficiar famílias com renda de até três salários mínimos, é de R$ 112,08 milhões.
Segunda cidade que mais cresce na Bahia, com Produto Interno Bruto (PIB), que superou 340% entre 1999 e 2009, Vitória da Conquista é hoje a terceira entre as cidades que mais crescem no interior do Nordeste e a sétima mais importante entre as médias cidades brasileiras. Aliados ao crescimento continuado da economia brasileira, esses fatores fizeram de Conquista ponto de atenção do empresariado estrangeiro.
Por isso, nesta semana, integrantes do Grupo Português Faio se reuniram, a convite da Prefeitura Municipal de Vitória da Conquista, com representantes de diversos segmentos do empresariado local e de instituições financeiras. O encontro, que aconteceu na sede da Superintendência de Desenvolvimento Industrial e Comercial (Sudic), teve como objetivo buscar parcerias para futuros investimentos no município.
“Nós estamos aqui a convite da Prefeitura para identificar a captação de negócios tanto para Portugal quanto para o Brasil. Estamos identificando situações setoriais que nos possibilitem agregar valor, uma vez que Portugal tem sido um país com um centro empresarial muito desenvolvido e está neste momento com falta de mercado. Estamos buscando primeiramente identificar potencialidades que Vitória da Conquista tenha”, afirmou o presidente do Grupo Faio, José Bogas.
De acordo com um dos diretores do Grupo, Harnoel Lier, a conversa com a administração local ajudou a definir os setores que terão investimentos. “Serão priorizados investimentos nas áreas de logística, no setor audiovisual e na área de tecnologia, em função das universidades, a existência de um grande mercado. Nós também observamos que a construção civil está em alta, o que nos despertou a preocupação com o que fazer com os resíduos da construção, então já estamos identificando empresas estrangeiras que possam tratar desses resíduos aqui na região”, afirmou.
A lista das montadoras isentas de pagar o IPI, publicada no Diário Oficial da União de ontem, comtempla a Ford, mas não contempla a Jac Mottors, o que pode comprometer a implantação de sua nova fábrica na Bahia. As empresas isentas pagarão uma alíquota de IPI entre 7% e 25% e as montadoras não enquadradas pagarão entre 37% e 55%, de acordo com a cilindrada. A diferença é de até 30 pontos porcentuais.
A lista inclui as empresas cuja fabricação de veículos tenha mais de 65% de conteúdo regional e que investam, no mínimo, 0,5% do faturamento bruto em pesquisa e desenvolvimento de produtos e processos, e executem no Brasil ao menos seis de 11 processos industriais descritos no decreto 7567, de 15 de setembro de 2011,
A Jac Mottors, que pretende implantar uma fábrica na Bahia, não foi contemplada, mas tanto o governo do Estado, quanto a empresa esperam que haja uma solução intermediária para as montadoras em fase de instalação no Brasil.
Se não houver a definição de um regime tributário especial, dificilmente a JAC Mottors será implantada no Estado. O governo afirma que a empresa vai lançar a pedra fundamental de sua fábrica em Camaçari no próximo dia 19 de março, mas sem o regime tributário de transição dificilmente o prejeto se concretizará.
A empresa de laticínios Davaca, em parceria com a Federação de Agricultura da Bahia e Embrapa São Carlos, promove o projeto Gera Leite/ Balde Cheio para desenvolver condições técnicas eficazes e melhorar a expectativa de vida dos produtores de leite.
O programa é realizado a cada 90 dias na região de Ibirapuã, extremo Sul da Bahia. A aplicação consiste em obter ganhos quantitativos e qualitativos ao produto primário, aperfeiçoando os indicadores tecnológicos e econômicos das propriedades rurais.
Para o gerente do setor de assistência técnica do Laticínios Davaca, Gregor Rodrigues, os principais retornos para os produtores atendidos no projeto são: maior produtividade, melhor qualidade do leite, melhor gerenciamento da fazenda e maior rendimento mensal. (BN)
A marca de cervejaria Nova Schin vai investir pesado no carnaval de Salvador. A marca estará presente em outdoors, busdoors, táxis, megaplacas e com uma grande novidade: vai envelopar o aeroporto e a rodoviária da cidade, impactando os turistas que desembarcam na cidade para curtir a folia. A campanha terá início ainda nesta semana.
Com o Slogan “Nova Schin. O cervejão do coração dos baianos”, inspirado no prêmio Top Of Heart que a marca recebeu recentemente, a campanha contará com 175 pontos de outdoors espalhados pelas ruas e avenidas mais movimentadas da cidade.
No Aeroporto Internacional Luis Eduardo Magalhães, a Nova Schin vai cobrir os corredores e portas de desembarque dos passageiros com painéis, além de colocar dois painéis front light na via de saída do aeroporto. No Terminal Rodoviário de Salvador, haverá molduras personalizadas nos 29 monitores espalhados pelo espaço. (TB)
O edital de concessão do Aeroporto João Durval Carneiro, em Feira de Santana, deverá ser lançado até o fim de fevereiro, de acordo com o vice-governador e secretário estadual de Infraestrutura, Otto Alencar (PSD).
Ele discutiu o projeto de ampliação do terminal em uma audiência pública nesta segunda-feira (30), na cidade. Amanhã (31), será realizada a segunda rodada de discussões, às 9h30, na sede da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) local.
Segundo o vice-governador, a empresa que ganhar o edital, na forma de concessão, terá que aumentar a área para 2 mil metros, criar um parque de aeronaves, entre outras intervenções.
O investimento previsto para o conjunto de obras é da ordem de R$ 20 milhões. (BN)
O agronegócio baiano e brasileiro precisa avançar no terreno da qualidade, sanidade, origem, em sintonia com a legislação socioambiental, bem-estar animal e outros requisitos e da conquista de certificações e selos nessa direção.
Trata-se obviamente de imposição mercadológica crescente e quem quiser acessar mercados, sobretudo o externo, e internalizar investimentos terá que trilhar inevitavelmente esse caminho daqui por diante.
Recentemente, o jornal Valor Econômico informou que grandes grifes nacionais da área de confecções estão migrando para se instalarem no Peru, presumivelmente em busca de melhores condições e de uma matéria-prima de boa qualidade. Seguindo o rumo antes trilhado pelas internacionais Armani, Lacoste, Polo Ralph Lauren, Tommy Hilfiger. Clavin Klein e Abercromble & Fitch, as brasileiras TNG, VR Menswear , Cavalera e Ellus e Richards já ingressaram no território peruano.
Segundo alguns fabricantes, o algodão peruano, do tipo PIMA, é dotado de ótimos atributos, possuindo bom brilho natural e maciez, só perdendo, no particular, para o algodão egípcio. Ressalte-se, porém, que o Peru tem produção pequena, na comparação com o Brasil, e que o produto brasileiro, especialmente o nordestino, se bem colhido, também apresenta excelentes padrões de qualidade.
É preciso ressaltar que a Bahia e o Brasil ostentaram notáveis índices de aumento de produtividade física nas últimas décadas, passando de 900 kg/hectare para quase 3.900 kg/hectare , no período 1970/2011.
A Bahia mais que decuplicou, pulando de 360 para 3.800 kg/hectare em idêntico horizonte temporal. Isso permitiu uma “economia” de terras de cerca de 4,4 milhões de hectares caso os índices de 1970 estivessem vigorando atualmente, ante 78 milhões de hectares “poupados” para o conjunto dos grãos, segundo estudos da FGV. A EMBRAPA tem muito crédito nessa trajetória.
Atualmente, os programas de melhoramento genético da EMBRAPA estão procurando atender a diversos itens de qualidade, como teor de fibra (mínimo de 40%), precocidade no ciclo da planta, produtividade, comprimento, uniformidade, finura, maturidade, cor e refletância (intensidade da brancura) da fibra. Ademais, são esperados para os próximos 5 a 7 anos a obtenção do algodão sem gossipol , cultivares orgânicos e transgênicos ( o algodão Bt dispensará consideravelmente as necessidades de uso de agrotóxicos), o produto colorido “uni ou pluri color” e o algodão “azul”, que, conforme pesquisadores daquela conceituada estatal, permitirá a presença do “índigo”, sem necessidade do tingimento com corantes, possibilitando, destarte, a produção do “jeans” ecológico.
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Nesses termos, ao perseguirem melhorias constantes dos aspectos qualitativos da fibra, a Bahia e o Brasil têm amplas possibilidades de reverter o citado movimento migratório e evoluir para o crescimento de uma pujante indústria têxtil, incluindo os segmentos de fiação, tecelagem e confecções de alto padrão.
Mais que possibilidades, a Bahia tem obrigação de buscar inversões expressivas na indústria têxtil para aproveitar a sua privilegiada posição de segundo maior produtor nacional da fibra, só sobrepujada pelo Mato Grosso.
Para isso, contudo, torna-se crucial que as diversas esferas de governo mantenham adequado nível de investimento em desenvolvimento científico e tecnológico e o governo federal aplique com rigor a legislação de defesa comercial, visando impedir a entrada de produtos importados subsidiados na origem.
A ampliação do microcrédito para o interior do Estado continua sendo o gargalo da Desenbahia. Na tarde desta quarta-feira (25), em entrevista coletiva na qual o Bahia Econômica esteve presente o presidente da Desenbahia, Luiz Alberto Petitinga, admitiu que ainda é um grande esforço elevar agentes de microcréditos para cidade pequenas do interior em que predominam o comércio informal.
Contudo, Petitinga salientou os esforços feitos pela Desenbahia para desconcentrar o crédito. A agência destinou para os municípios fora da Grande Salvador cerca de R$ 144 milhões em operações de crédito. O volume é 44,7% superior ao concedido em 2010.
O presidente do Conselho de Administração da Desenbahia e secretário da Fazenda, Carlos Martins ressaltou que a dificuldade em desconcentrar a concessão de crédito é um problema em todo Brasil. “Outros países tem uma amplitude do microcrédito muito maior”, disse. Entretanto, ele enfatizou que a agência de fomento é a maior do Norte e Nordeste e conseguiu destinar um número de recursos significativos (R$ 61,7 milhões) para o semiárido baiano.
Para 2012, a meta estabelecida pelo órgão é atender 205 municípios e realizar 19.500 operações de microcrédito.
“Esse ano devemos ter grandes volumes de operações com os municípios até junho”, afirmou Petitinga, lembrando que o mês é o prazo estabelecido pela lei de responsabilidade fiscal devido às eleições municipais.
Com a recuperação de estradas em todo território baiano, o Governo da Bahia está dinamizando o escoamento de produção de todo estado.A ordem de serviço para a recuperação do primeiro trecho de estrada, com 21 quilômetros de extensão, representa um investimento de mais de R$ 9 milhões, beneficiando 150 mil pessoas dos municípios de Serrinha, Ichú, Conceição do Coité e Candeal, que tinham dificuldades para vender seus produtos.
No segundo trecho, com 9,3 quilômetros que ligam a BA-409 à BR-116, serão investidos quase R$ 2 milhões, atendendo 180 mil pessoas dos municípios de Serrinha, Conceição do Coité, Valente, Santa Luz, Biritinga e São Domingos. Além de garantir segurança, a recuperação dos dois trechos contribui para o desenvolvimento da economia local - grãos, sisal e pecuária. A assinatura será realizada em Serrinha.
Segundo o secretário da Infraestrutura e vice-governador, Otto Alencar, o governo estadual está fazendo um grande trabalho de recuperação de estradas em todo o estado. “O governo, este ano, já inaugurou várias estradas e o ano passado também. Eu creio que, até final deste mandato, vamos ter acabado de completar todas as sedes municipais”, afirmou.
Durante reunião ordinária do Conselho Estadual do Meio Ambiente (Cepram), na manhã da última sexta feira (27), técnicos do Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema) anunciaram que o Estado da Bahia vai conceder a primeira licença ambiental para um conjunto de empreendimentos da mesma natureza.
Trata-se do Agropolo Mucugê/Ibicoara, que é constituído por diversos imóveis rurais e abrange os municípios de Mucugê, Ibicoara, Barra da Estiva e Boninal, na região da Chapada Diamantina. O empreendimento se encontra em fase de análise do termo de referência – documento que contém os estudos ambientais para obtenção da licença – e será a primeira experiência na Bahia desta modalidade de licenciamento.
“Esse tipo de licença conjunta é importante porque estabelece normas e critérios a serem aplicados de forma integrada, sob as quais todos estarão subordinados a cumprir as condicionantes impostas na licença, e uma melhor capacidade de gestão ambiental na área”, explicou a assessora da Diretoria de Regulação do Inema, Annamaria Venâncio.
A marca de pneus Pirelli investirá mais de US$ 500 milhões no Brasil. O País é o principal mercado da marca, onde a Pirelli mais vende pneus no mundo.
Parte desses recursos serão investidos para modernizar a fábrica que a companhia mantém em Feira de Santana, uma das cinco que a Pirelli possui no País - nas cidades paulistas de Santo André, Campinas e Sumaré e em Gravataí, no Rio Grande do Sul.
Os investimentos no Brasil e América Latina fazem parte da estratégia de corte de custos da fabricante italiana de pneus. Os resultados do grupo Pirelli referentes a 2011 só serão divulgados em março, mas, nos últimos cinco anos, a empresa amargou prejuízo em três deles.
Além desses valores, a empresa anunciou que irá investir cerca de US$ 23 milhões em um novo centro de pesquisa e desenvolvimento. (BE)
Atualmente no Estado, 57 projetos de energia eólica estão previstos para serem instalados. Os empreendimentos somam cerca de R$ 6,5 bilhões em investimentos e têm previsão de gerar entre 400 e 600 empregos na fase de operação.
Quando os parques estiverem funcionando, vão acrescentar cerca de 1.418 MW à rede elétrica. A previsão é que até setembro de 2012, 18 parques estejam em pleno funcionamento. As usinas eólicas foram contratadas nos Leilões de Fontes Alternativas e no Leilão de Energia de Reserva, realizados pelo Governo Federal nos anos de 2009, 2010 e 2011.