
QUAL A SUA PERCEPÇÃO SOBRE A ECONOMIA BRASILEIRA NO MOMENTO?

“O governo poderia ter construído barragens – o que não fez durante a atual administração. Poderia ter investido em saúde pública, poderia ter construído mais creches, o que não está acontecendo no ritmo que deveria”
Geddel Vieira Lima,
Vice-presidente de Pessoa Jurídica da Caixa Econômica Federal

Secretário Eduardo Salles
Três variedades de soja resistente à lagarta foram aprovadas, recentemente, pelo governo da China. Com a aprovação, a Bahia poderá exportar soja para o país asiático. As variedades aprovadas de soja Intacta RR2 PRO, CV127 e Liberty Link têm a propriedade de supressão da população de lagartas.
A notícia foi bem recebida pelo governador Jaques Wagner, que nos últimos anos esteve cinco vezes no país e pleiteou a abertura do mercado chinês não só para a soja resistente à lagarta, mas para o charuto, chocolate, café e uma série de produtos da agricultura familiar.
“O governador foi um dos maiores defensores da liberação destas variedades de soja pelo governo chinês e sua atuação foi fundamental para esta decisão”, afirma o secretário de Agricultura, Eduardo Salles.
Salles disse ainda que “a aprovação da soja brasileira pela China acontece num momento importante para os produtores baianos, que além da seca estão sofrendo com o ataque da lagarta Helicoverpa Armigera em nove municípios da região Oeste, com significativa perda de safra”. Essa decisão era aguardada pelos sojicultores brasileiros, visto que as empresas têm poucas semanas para embalar e distribuir o produto, a tempo do plantio da nova safra.
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17/06/ - 06h00m

O grupo argentino Los Grobo/CEAGRO tem a Bahia como forte ator em sua plataforma de produção e comercialização de grãos, com áreas em produção, próprias e de terceiros, no Oeste, e grande unidade de distribuição de insumos em Luís Eduardo Magalhães, para alimentar suas operações de “barter” com produtores regionais.
Recentemente, a “trading” japonesa Mitsubishi comprou o equivalente a 80% do controle acionário da Los Grobo/CEAGRO, que mantém alguns sócios na diretoria do novo arranjo da empresa (20% já tinham sido comprados no ano passado).
O novo controlador já anunciou planos de expansão ambiciosos para o negócio no País, e a Bahia, com toda probabilidade, estará incluída nesta empreitada expansionista.
Reportagem do jornal Valor Econômico de 05 de junho último, afirma que a aquisição acima se insere no projeto do conglomerado japonês de dobrar o volume de importação de grãos, de 10 para 20 milhões de toneladas, até o fim da década. Para alcançar tal desiderato, a CEAGRO vai precisar quadruplicar o seu volume atual nos próximos anos”.
A Mitsubishi vai prover capital de giro para o empreendimento, cuja parte de investimentos terá de crescer entre 20 e 25% ao ano, especialmente na Bahia , Mato grosso e MAPITO, nos próximos anos. Esse movimento acarretará também, além de inversões na Bahia, a abertura e ampliação de novos mercados.
Segundo o analista Mauro Zafalon, o Japão, com a Mitsubishi e outros grupos interessados na compra de grãos, querem parcerias com grandes produtores, pois o objetivo é abastecer não só o seu imenso mercado, mas também Malásia, Indonésia e Hong Kong, razão pela qual já perceberam que terão de investir em logística, se quiserem participar desse mercado.
Este encadeamento permite a inferência lógica de que a compra de parcela majoritária da operação brasileira do grupo argentino pela Mitsubishi, com plano expansivo já anunciado, representará para a Bahia novos investimentos no Oeste e acesso ampliado aos mercados japonês, da Malásia, da Indonésia, de Hong Kong e de outras nações asiáticas. Portanto, o governo e os produtores baianos devem ficar de “olho” neste novo negócio.
José Maciel dos Santos Filho
jose.macielsantos@hotmail.com
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16/06/ - 13h03m
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16/06/ - 09h02m
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14/06/ - 20h00m

O governo do estado informou, nesta sexta-feira (14), que os micro e pequenos empreendedores do município de Jaguaripe, na Região Metropolitana de Salvador (RMS), contam desde hoje com um posto do Programa de Microcrédito do Estado da Bahia (CrediBahia).
O Programa é executado pelo Governo da Bahia, por meio da Secretaria do Trabalho, Emprego, Renda e Esporte (Setre), a Agência de Fomento do Estado da Bahia (Desenbahia), em parceria com o Serviço de Apoio a Micro e Pequenas Empresas (Sebrae/BA) e prefeituras.
O CrediBahia tem como objetivo financiar e capacitar gerencialmente empreendedores de micro e pequenos negócios, gerando ocupação e renda, por meio de uma estrutura alternativa de crédito.
“O CrediBahia já está consolidado como uma política pública vigorosa, por que busca democratizar o acesso ao crédito do microempreendedor, para que ele tenha a possibilidade de ampliar o seu empreendimento”, afirmou a chefe de gabinete da Setre, Olívia Santana, que representou o secretário Nilton Vasconcelos na solenidade.
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14/06/ - 17h43m
O prefeito de Salvador ACM Neto esteve em São Paulo, nesta sexta-feira (14), acompanhado do secretário de Desenvolvimento, Cultura e Turismo, Guilherme Bellintani, para uma reunião com o presidente da operadora de turismo CVC, Luis Eduardo Falco, e o gerente de marketing, Marcelo Oeste.
O objetivo da reunião foi discutir a estratégia de promoção turística de Salvador. Após o encontro, a prefeitura informou que nos próximos quatro anos a capital baiana será o destino turístico prioritário para a maior operadora de turismo do país.
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14/06/ - 16h49m

Durante o lançamento dos Projetos de Fortalecimento de Fornecedores das cadeias Automotiva e de Petróleo, Gás e Naval da Bahia, do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), realizado hoje (14), no auditório da FIEB, o coordenador do Grupo Executivo da Indústria Automotiva, da Secretaria da Indústria Comércio e Mineração (Sicm), Reub Celestino, anunciou que duas fábricas de tratores vão se instalar na Bahia, sendo que uma delas já bateu o martelo sobre o local onde irá se instalar.
Os nomes não foram divulgados por exigências de cláusulas de confidencialidade. Os dois setores têm previsão de investimentos de mais de R$ 5 bilhões nos próximos anos. No evento, Celestino falou também sobre os investimentos da Jac Motors, Foton, da nova fábrica de motores e da modernização da planta da Ford, em Camaçari.
“São investimentos que giram na casa dos R$ 2,5 bilhões e que vão, de fato, consolidar a indústria automotiva na Bahia. O adensamento da cadeia produtiva é uma necessidade, para que não aconteça o mesmo que ocorreu há 35 anos com a petroquímica: só produzir matéria-prima”, destacou Celestino.
De acordo com ele, no segmento Petróleo, Gás e Naval, a grande âncora do projeto é o Estaleiro Enseada do Paraguaçu, parceria de empresas baianas com a japonesa Kawasaki, com investimentos de R$ 2,6 bilhões e geração de 15 mil empregos diretos e indiretos, até 2016, em Maragogipe, no recôncavo baiano. “Temos um contrato de U$ 4,8 bilhões para fornecer sondas para o pré-sal, mas nosso objetivo é alcançar o mercado mundial, principalmente a África”, afirmou Fernando Barbosa, presidente do Estaleiro.
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14/06/ - 12h39m
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13/06/ - 13h58m
O governador Jaques Wagner anunciou nesta quinta-feira (13) que será investido R$ 1,6 milhão no Qualifica Bahia - programa de capacitação profissional voltado para internos do sistema prisional. Durante entrega de certificados de conclusão a 800 custodiados, foi confirmada mais mil vagas do programa.
Na ocasião, Wagner destacou a importância da ressocialização por meio do trabalho: “É dando oportunidade a essas pessoas que elas vão reencontrar um caminho na vida. Nos últimos anos criamos 500 mil novos empregos, passamos por um ótimo momento nessa questão e esperamos que eles possam aproveitar”.
Os cursos de 2013 do Qualifica Bahia serão oferecidos em 22 unidades prisionais de 15 municípios, atendendo os setores têxtil, serviço, beleza e estética, alimentos, construção civil, arte e cultura, com carga de 220 horas, distribuídas entre conteúdos sociais e específicos.
A cerimônia de entrega de certificados aconteceu na sede da governadoria, em Salvador, e teve as presenças dos secretários do Trabalho Emprego Renda e Esporte, Nilton Vasconcelos, e da Administração Penitenciária e Ressocialização, Nestor Duarte. Nove internos da Penitenciária Lemos Brito participaram do ato e representaram as turmas formadas em 17 unidades prisionais de 12 cidades.
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13/06/ - 09h01m
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12/06/ - 19h06m
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Foto: Valter Pontes/Agecom
O projeto completo de revitalização da Orla de Salvador foi apresentado nesta quarta-feira (12) pelo prefeito ACM Neto, em coletiva de imprensa, no Palácio Thomé de Souza. As obras contam com investimento da ordem de R$111,6 milhões e devem ser concluídas até maio de 2014, antes do início da Copa do Mundo.
Serão implantados 50 mil m² de novas calçadas, 16 mil m² de espaço compartilhado entre pedestres e carros, seis quilômetros de ciclovias, 10 quilômetros com nova iluminação pública, além de quadras, praças e restaurantes. Os recursos já estão assegurados.
As intervenções foram divididas em nove trechos: São Thomé de Paripe, Tubarão, Ribeira, Barra, Jardim de Alah/Armação, Rio Vermelho, Boca do Rio (onde as obras já começaram), Piatã e Itapuã. A maquete eletrônica da nova orla pode ser vista aqui.
A novidade do projeto é o piso compartilhado, que será implantado na Barra e na Ribeira. Nesse modelo, que existe em cidades dos EUA e da Europa, pedestres dividem o espaço público com veículos, bicicletas e equipamentos públicos.
"Queremos aproveitar, nesses equipamentos, a mão de obra dos antigos barraqueiros, que poderão participar de todo esse processo de requalificação da orla, que vai dar uma nova vida à cidade, de forma democrática. Eu mesmo já me reuni com a associação e o sindicato que representam os barraqueiros e estamos fazendo tudo em comum acordo. Mas não teremos equipamentos fixos na areia. Só equipamentos móveis", informou Neto.
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12/06/ - 15h06m

Foto: Adenilson Nunes/GOVBA
Uma sessão especial realizada nesta quarta-feira (12), na Câmara Municipal de Salvador, discutiu o andamento do processo de implantação da Ponte Salvador-Ilha de Itaparica. Na ocasião, o secretário estadual do Planejamento, José Sergio Gabrielli, apresentou dados sobre o projeto aos parlamentares e a população.
Segundo o secretário, dentre os benefícios que a ponte trará estão o aumento da eficiência logística na Região Metropolitana de Salvador, um novo eixo para expansão urbana e melhores condições de mobilidade, além da promoção do desenvolvimento socioeconômico do Recôncavo Sul e Baixo Sul.
De acordo com Gabrielli, esta é a 23ª ponte no mundo em extensão e se compara com a Rio-Niterói. “Estamos discutindo os impactos, os efeitos sobre o trânsito e a mobilidade de Salvador e mercado imobiliário. Todos esses pontos estão em negociação técnica com a prefeitura e agora com a Câmara Municipal de Salvador. Já fizemos debates com o Crea, a Ufba, com a ABI, e temos dezenas de outros debates para envolver toda a sociedade”, informou.
Nesta semana, está sendo fechada contratação para o trabalho de sondagem, a partir de processo licitatório. “Serão feitos furos na Baía de Todos-os-Santos, além de análise para a realização de um projeto de engenharia. Vamos fazer estudos de planos urbanísticos e de impacto cultural sobre Vera Cruz, Salvador e Itaparica e, até o final deste ano, devemos ter todos os estudos preliminares necessários para realizar a licitação da construção da ponte no primeiro trimestre de 2014”, divulgou Gabrielli.
A sessão foi promovida pela Comissão Especial para Acompanhamento do Projeto de Construção da Ponte Salvador-Ilha de Itaparica e da Comissão de Transportes, Trânsito e Serviços Municipais.
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12/06/ - 11h37m
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12/06/ - 09h27m
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11/06/ - 10h32m
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O Grupo Boticário, que recebeu esta semana em suas instalações, a visita do governador da Bahia, Jaques Wagner , prepara-se para investir no Estado cerca de R$ 535 milhões numa unidade fabril que deve ser construida no Polo Industrial de Camaçari e um centro de distribuição em São Gonçalo dos Campos, na região de Feira de Santana, gerando 700 empregos diretos.
“A Bahia foi escolhida para sediar o primeiro investimento em infraestrutura do Grupo Boticário no Nordeste, de olho no mercado da região. A fábrica de Camaçari será a segunda da empresa no país e pretende empregar mão de obra exclusivamente local, principalmente mulheres”, disse Wagner sobre o empreendimento.
Os empreendimentos vão atender à demanda das regiões Norte e Nordeste do país, onde a empresa conta com 800 lojas, sendo 200 delas em municípios baianos. É o primeiro investimento em infraestrutura do Grupo Boticário na região Nordeste.
Já nesta terça-feira (11), o governador segue para Florianópolis, em Santa Catarina, onde visita o Estaleiro Schaefer Yachts, e assina protocolo de intenções com a empresa, que pretende investir na Bahia aproximadamente R$ 28,5 milhões para implantação de um estaleiro náutico no município de Simões Filho (Bahia de Aratu) com a geração de 250 empregos.
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10/06/ - 17h28m
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Em palestra realizada nesta segunda-feira (10), na ABI, sobre o projeto da ponte Salvador-Itaparica, o secretário municipal de Urbanismo e Transporte, José Carlos Aleluia, propôs a construção de um porto para dar viabilidade econômica ao referido projeto e contribuir no desenvolvimento do estado.
Na avaliação do secretário, a obra é uma oportunidade para a Bahia abrir um novo ciclo virtuoso de crescimento. “A ponte é um assunto relevante. Não pode servir de muro ou trazer qualquer tipo de obstáculo ao entendimento entre o município e o estado, mas são necessárias algumas considerações”, disse.
Aleluia afirmou que os ciclos de desenvolvimento econômico na Bahia estão se esgotando, a exemplo do polo petroquímico, do ciclo automotivo e do turismo. Por outro lado, ele avalia que a oportunidade logística que a Baía de Todos-os-santos oferece hoje não é bem aproveitada.
Durante a palestra, Aleluia propôs um projeto com novo traçado, integrando a ponte, o porto, ferrovia e rodovias, distante das ilhas, em águas profundas, reduzindo o impacto da obra sobre o meio ambiente, a paisagem, a cultura e a mobilidade, em Salvador e Baía de Todos-os-santos. “Vamos buscar soluções novas”, reiterou, alegando que a Via Expressa (ligando a região portuária de Salvador à BR-324) não foi projetada para receber o volume de tráfego a ser gerado pela ponte, caso ela seja erguida com o desenho atual.
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10/06/ - 14h50m

A Gerência de Desenvolvimento Sustentável da Federação das Indústrias do Estado da Bahia (GDS/FIEB) desenvolveu o Projeto “Indústria Baiana Sustentável” que busca preparar e dar suporte às empresas para o Licenciamento Ambiental.
O Projeto tem como objetivo principal a assessorar as empresas, em especial as micro e pequenas (MPEs), na adequação à nova Política Estadual de Meio Ambiente, com foco nas diretrizes para o Licenciamento Ambiental.
De acordo com a GDS/FIEB, as ações envolvem capacitação, divulgação de informações, assessoria em processos de Licenciamento Ambiental e articulações institucionais, junto ao INEMA e demais órgãos ambientais do Estado da Bahia e ao SEBRAE.
O Licenciamento Ambiental, exigido para regularização ambiental, é requisito não apenas para atender a legislação, como também às exigências do mercado, acesso a incentivos governamentais e fiscais, respaldo em eventuais conflitos com partes interessadas, e manutenção de uma boa imagem pública, entre outros.
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10/06/ - 08h28m
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10/06/ - 06h27m

Como era esperado, A Presidente Dilma Rousseff lançou, no dia 04 de junho último, o Plano Safra 2013/2014. Como de hábito, o Plano permanece com vigência anual, e tem como uma segunda grande marca o aumento de recursos para o crédito rural, de 18%, indo para 136 bilhões de reais. Não houve a inclusão de instrumentos ou medidas de impacto, mas o reforço dos recursos para armazenagem é medida oportuna, já que o País tem indiscutível déficit de capacidade estática, de cerca de 35%, ante um padrão considerado ideal de 1,20 em relação à safra prevista.
No que concerne aos recursos para o crédito, permanece com 5,5% os juros para a maior parte das linhas, cabendo destacar o encargo de 3,5% para armazenagem e estruturas de irrigação, uma taxa atraente e negativa, o que favorecerá a Bahia, mormente no Oeste e nas áreas irrigadas.
Dos 136 bilhões de reais, 97,6 bilhões devem se destinar ao custeio e comercialização, havendo um acréscimo de 35%, de 28,3 para 38,4 bilhões de reais, na rubrica “investimento”. Em nossa opinião, a taxa de juros de 3,5% deveria se estender a todas as modalidades de financiamento.
Ainda não são conhecidas as diretrizes do capítulo regional . No folder distribuído pelo Ministério da Agricultura não se lê nada sobre a prometida criação da Agência Nacional de Extensão Rural, mas apenas a ideia de lançamento, talvez na próxima semana, de um Plano Safra específico para o Semiárido. Se o mesmo não se limitar ao equacionamento de dívidas e contemplar também medidas estruturantes e difusão massiva de tecnologias de combate à seca, já será um grande avanço.
Nenhuma referência também foi constatada em relação ao cacau, ainda mais agora que a mata atlântica foi palco de novo desmatamento, na casa de 23.548 hectares, conforme o INPE e o SOS Mata Atlântica. A Bahia foi o segundo estado com maior área desmatada, só “perdendo” para Minas Gerais.
Como o cacau é cultivado em grande medida conservando parte da mata original e vem de uma crise de quase 30 anos, no decorrer dos quais sobraram promessas de apoio do Governo Federal, não nos cansaremos de insistir e reiterar a necessidade e oportunidade de se implantar de vez pelo menos 3 medidas: implantar com maior velocidade o Programa de Renovação de Cacauais com equacionamento prévio do problema de dívidas e garantias; aprovar no Parlamento, com apoio explícito do Governo Central, o projeto de Pagamento Por Serviços Ambientais aos produtores de cacau, que deve estar “dormindo” em alguma gaveta da Câmara dos Deputados; e fortalecer a CEPLAC, que tem muita competência e inestimáveis serviços prestados ao País.
Tudo isso deve contar com a pressão e cobrança intensas do Governo da Bahia e da Bancada baiana no Congresso Nacional, sobre o Parlamento e sobre o Governo Federal e ser implementado com velocidade “de Fórmula 1”.
José Maciel dos Santos Filho
jose.maciel@hotmail.com
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09/06/ - 07h02m

O presidente da Companhia de Docas da Bahia (Codeba), José Muniz Rebouças, nesta quinta-feira (6) que o crescimento das atividades nos terminais privados, as exportações da safra de soja e o atual momento da economia baiana estão ocasionando o aumento da movimentação dos navios na Baía de Todos os Santos.
Segundo ele, trinta embarcações estavam fundeadas hoje (6), ao longo da Baía, a maioria delas (17), destinadas aos terminais privados da Petrobrás (Tecarmo) e o do Grupo M. Dias Branco. “Nenhuma dessas embarcações tinha como destino o Porto de Salvador, que aliás hoje, após a ampliação da sua área de operação de contêineres, tem capacidade para atender o dobro da atual demanda”, afirmou Rebouças.
Sobre o “congestionamento” de navios, o presidente da Codeba, explicou que o fato vem o ocorrendo por diversos fatores, que fogem a estruturação dos portos de Aratu e Salvador. Ele citou que um deles se refere aos graneleiros que chegam para carregar a safra de soja. A operação de carregamento não pode ser feita em dias de chuva, para não expor os grãos e com isso, os navios têm que permanecer ancorados, até que as chuvas passem.
“Navios fundeados é um cenário comum em qualquer zona portuária do mundo. O que é passível de discussão é o tempo de espera para a atracação, o que no caso dos portos de Aratu e Salvador vem sendo reduzido substancialmente”, frisou.
Rebouças admite que os portos de Aratu e Salvador têm dificuldades que necessitam de investimentos para serem superadas, mas essa realidade é a mesma em todos os portos do país. “Por isso o esforço da presidenta Dilma em criar a lei que sancionou na quarta-feira, que vai incentivar o investimento privado nos portos brasileiros”.
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07/06/ - 16h47m

O Programa de Ensino Profissional, Marítimo e Portuário (Prepom) prevê para este ano a oferta de 3.176 vagas de cursos em todo o Brasil, sendo 270 vagas destinadas a Bahia.
“Vamos trabalhar intensamente junto ao Departamento de Portos e Costas (DPC) e o 2º Comando do Distrito Naval para iniciar o Prepom, que versa sobre o treinamento da mão de obra portuária, através do Órgão Gestor de Mão de Obra (OGMO)”, anuncia o secretário da Indústria Naval e Portuária da Bahia, Carlos Costa, acrescentando que a pretensão de aumentar a quantidade de vagas dos cursos é para que uma maior parte dos profissionais seja beneficiada.
Atualmente, o ensino profissional marítimo é classificado em seis categorias: Formação, Aperfeiçoamento, Adaptação, Readaptação, Atualização, Especial, Expedito e Avançado, com a finalidade de melhorar a qualificação do profissional portuário e a sua qualidade de vida.
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07/06/ - 11h04m
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07/06/ - 11h02m
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06/06/ - 15h11m

A produção agrícola baiana vai cair 5,7% na safra de 2013, em comparação com a safra de 2012, segundo Levantamento Sistemático da Produção Agrícola do IBGE relativo ao mês de maio de 2013, divulgado nesta quinta-feira.
A previsão é que a safra baiana seja de 6,1 milhão de toneladas, uma queda de 343 mil toneladas na produção agrícola estadual.
O mesmo levantamento aponta um crescimento de 14,8% na safra brasileira com um incremento de 24 milhões de toneladas. A queda na produção, fez a Bahia perder duas posições no ranking dos maiores produtores agrícolas do Brasil, reduzindo sua participação de 4,0% para 3,1%, e sendo superado pelos estados de Santa Catarina e São Paulo.
A queda na estimativa de safra é reflexo da seca que ainda permanece no semiárido baiano e de problemas fitossanitários em algumas regiões.
A estimativa do IBGE prevê uma queda 18,9% na produção de algodão, -6,7% % na safra de feijão, e -4,8% % na produção de milho. A safra de soja terá uma queda de 14% e a produção de laranja vai cair 45%. A safra de cacau deve cair 8,3%, com previsão de 146 mil toneladas e a safra de Cana-de-açúcar deve ter uma quebra de 2,4%.
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06/06/ - 10h15m

Alexandre Brust-Presidente da CBPM
O Governo do Estado encaminhou à Assembleia Legislativa projeto de lei que define as atribuições do conselho de administração da Companhia Baiana de Pesquisa Mineral. A proposta prevê que o conselho terá competência para criar, alterar e extinguir cargos, sejam eles comissionados ou providos por concurso público.
"Com a proposta busca-se garantir maior eficiência e economicidade para a sociedade de economia mista, uma vez que a cisão das decisões concernentes à política de pessoal fragiliza a visão integrada da própria estrutura, tornando o ente mais rígido em face de contingências", explicou o governador Jaques Wagner, em mensagem encaminhada aos deputados estaduais.
De acordo com o projeto, a Companhia Baiana de Pesquisa Mineral será gerida por um conselho de administração e por uma diretoria compostos de cinco e três membros, com mandatos de dois anos, podendo ser reeleitos.
Caberá ao conselho de administração eleger os diretores da companhia, destituí-los, fiscalizá-los e fixar-lhes atribuições. Ele também terá a atribuição de criar, alterar e extinguir o quadro de empregados necessários ao desenvolvimento da atividade da empresa, os quais serão admitidos através de concurso público, assim como os cargos de confiança de livre contratação reservados às funções de direção, chefia e assessoramento – todos sob regime da consolidação das leis trabalhistas.
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06/06/ - 09h51m
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04/06/ - 18h20m
A Secretaria da Indústria, Comércio e Mineração do Estado da Bahia (Sicm) realizou, nesta terça-feira (4), no auditório da secretaria, no Centro Administrativo da Bahia, em Salvador, o evento “Oportunidades de Negócios no Entorno do Estaleiro”. Estiveram presentes empresários de vários setores da indústria naval e de serviços.
Promovido pelo Fórum Regional Permanente das Microempresas e Empresas de Pequeno Porte do Estado da Bahia, o encontro discutiu as possibilidades econômicas oferecidas pelo Estaleiro Enseada do Paraguaçu (EEP), que está sendo construído no município de Maragogipe.
Os organizadores do evento estimam que, quando estiver em plena operação - até o final do próximo ano - o EEP vai gerar 15 mil empregos diretos e indiretos, além de representar uma grande oportunidade de negócios para as micro e pequenas empresas instaladas na região do Recôncavo e do seu entorno.
Na oportunidade, o gerente institucional da empresa Estaleiro Enseada do Paraguaçu (EEP), Marcio Cruz, destacou que durante a fase de construção o empreendimento já necessita do serviço de empresas terceirizadas. O executivo afirmou que o estaleiro oferece 19 áreas de atuação para as terceirizadas, como caldeiraria, soldagem, serviços de tubulação, logística, transporte de carga, entre outras, além de oportunidades para fornecedores de hortaliças, frutas e verduras para o preparo dos alimentos para os empregados.
No total, estão sendo investidos R$ 2,6 bilhões no estaleiro. A previsão é que o EEP entre em funcionamento no final de 2014 e já em 2015 construirá o primeiro navio sonda, que será utilizado para perfuração de poços de petróleo.
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04/06/ - 08h34m
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03/06/ - 06h00m
Com o apoio da CNI-Confederação Nacional da Indústria e a presença de ministros, o jornal Valor Econômico promoveu na semana passada, em Brasília, um seminário para discutir oportunidades de investimentos na África, “embaladas” pelo crescimento anual de 5 a 6% do PIB regional e da corrente de comércio com o Brasil, de 5 para 26 bilhões de dólares, no período entre 2005 e 2011.
No ensejo, empresários mostraram a oportunidade de investir e exportar bens e serviços para aquele continente, considerado promissor para tal, especialmente nos ramos da construção pesada, mineração, alimentos (carnes, açúcar,etc.), além de investimentos em biocombustíveis. Conquanto existam limitações de renda per capita, infraestrutura, qualificação de mão de obra e instabilidade política em alguns casos, a região é considerada relevante e não pode ser desprezada pelos nossos governos e empresas, até porque, apresenta ainda o mais elevado déficit de produção em relação ao consumo do mundo e , proporcionalmente, alto índice de população no campo.
Do ponto de vista do agronegócio baiano e brasileiro, o nosso sentimento, nesse momento, é de que, sem menosprezar as potencialidades africanas, o foco maior na Ásia é mais estratégico, razão pela qual a aposta do governo baiano em países como a China (mas não só ela) se nos afigura mais apropriada, e já está rendendo frutos, especialmente em termos de inversões anunciadas de alguns bilhões de dólares no Oeste baiano, na área de grãos e algodão. Vejamos sucintamente alguns argumentos.
Além do intenso processo de urbanização, que avança em áreas rurais, competindo com terras, deslocamento populacional para as cidades e dos índices de crescimento acelerado da renda , com distribuição, acarretando elevadas taxas de incremento do consumo de alimentos, a China tem muito interesse no processo de “originação” , sobretudo de grãos, trazendo consigo a necessidade de aquisição de terras e, principalmente, investimentos em logística de transportes, armazenagem, esmagamento e refino de grãos, para levar os produtos para os seus mercados. Não por acaso, o grupo Chong Quing Grain já tem programado investimentos de 4 bilhões de reais no Oeste baiano. Então, a vinda deles para a Bahia e Brasil representa comércio e investimentos internalizados em nosso território. No caso africano, o interesse deles parece mais centrado em inversões em seus países, com possibilidades de exportação de nossos produtos, acoplados ou não aos investimentos.
Mas, outros países asiáticos, como Índia (o mercado indiano de alimentos deve saltar de 155 bilhões de dólares em 2010 para 260 bilhões de dólares em 2015, segundo algumas estimativas), Tailândia , Malásia, Cingapura, Hong Kong e Coreia do Sul, com trajetória de crescimento alvissareira, devem também estar no nosso “radar”. É preciso que se reitere, apesar da obviedade da afirmação, o argumento já exaustivamente defendido pelo Professor Marcos Fava Neves, da USP, que a “ produção de alimentos tende a crescer nos países asiáticos, mas apenas até o momento em que sua capacidade de recursos produtivos aguentar. E, em muitos desses países, ela se encontra no limite. Portanto, existe oportunidade”.
Jose Maciel dos Santos Filho
jose.macielsantos@hotmail.com
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02/06/ - 11h31m
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