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DILMA E LULA TRABALHAM JUNTOS EM APOIO A HADDAD
PT ainda lançou propaganda da dupla com o pré-candidato à prefeitura de São Paulo
 
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UM CASAL APAIXONADO
‘Desejaria todo dia a mesma mulher!’, declara Thiago Martins à sua amada Paloma Bernardi
 
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FALCÃO ENALTECE ADVERSÁRIO E DIZ QUE BAHIA MERECIA RESULTADO MELHOR
Treinador da equipe baiana disse que não existiu domínio do Grêmio na partida. Bahia precisa vencer por dois gols de diferença em Porto Alegre
 
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JAMES CORREIA – SECRETÁRIO DA INDÚSTRIA,COMÉRCIO E MINERAÇÃO
O Secretário disse que o ritmo das das desapropriações na Fiol será acelerado, mas que é difícil garantir prazo de conclusão.
 
 
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MEDIDA PROVISÓRIA DA SECA É MAIS DO MESMO
Desde a seca de 1959, já se conhece as formas de resolver o problema
 
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CONVERSAS PLUGADAS RECEBE JORGE MAUTNER NO TCA
Evento já recebeu personalidades como a atriz Cláudia Raia


 
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QUAL A SUA AVALIAÇÃO SOBRE AS MUDANÇAS REALIZADAS NA POUPANÇA?

 
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“A Bahia tem hoje a maior capacidade do mundo para a produção de cacau fino e de integrar turismo, conservação do meio ambiente, cultura, cacau e chocolate. Ou seja, temos razão de sobra para investirmos na criação desta aliança e quem sabe posteriormente avançar para uma cooperação com a África e a Ásia”

Durval Libânio, presidente da Câmara Setorial do Cacau e do Instituto Cabruca


 
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entrevista
 
Entrevistas realizadas pelo site Bahia Econômica com as principais personalidades baianas e nacionais
 

MINO CARTA - DIRETOR DA CARTA CAPITAL


Bahia Econômica:  Como você vê o cenário da região Nordeste, nessa quadra do desenvolvimento do país?
Mino Carta:
  Eu vejo de forma positiva e otimista e disse isso ao dar as boas vindas aos convidados  do nosso seminário sobre o Nordeste no Século XXI. O Nordeste  é certamente a região que mais progrediu na última década, tanto sob o aspecto  econômico, quanto social, embora conserve problemas  graves em relação ao desequilíbrio social. Do ponto de vista político é a região que mais avançou no país, na verdade deixou de ser o fundão para se tornar a  vanguarda do país.  Claro, é um recanto onde ainda temos fenômenos de miséria constrangedora e problema sociais graves, mas o eleitorado tem se mostrado o mais evoluído do país. Eu que venho do estado mais reacionário do país, percebo essa evolução política. Infelizmente São Paulo e sua elite ainda estão na idade média, mantém laços fortes com esse período obscuro da história humana. 

B.E:  O Nordeste fez da sua desvantagem, o fato de ter muitos pobres, sua vantagem, pois quando eles entraram no mercado de consumo dinamizaram a economia.
M.C:
  Esse é o segredo de um capitalismo á moda antiga. É assim que se faz um capitalismo que insere a população no processo. O exemplo clássico foi o Henty Ford. Ele premiou seus trabalhadores com bons salários, pois sabia que assim eles poderiam comprar os automóveis que sua fábrica produzia. Isso é  construir a espiral do progresso, algo que os capitalistas do Sudeste do Brasil custam a entender. Essa elite capitalista de São Paulo ainda mantém um sistema de predação e rapina, ainda não percebeu as vantagens de agregar mais pessoas ao mercado.  Levas crescente de consumidores é bom para a democracia, é bom para o país que ele tenham acesso a bens de primeira necessidade, mas também a outros bens. Eu tendo a achar que bem de primeira de necessidade é, por exemplo, a leitura, falo de livros, informação, acesso ao conhecimento, tudo isso é muito importante para o desenvolvimento do país.

B.E:  Como você vê essa nova safra de governadores da região?
M.C: 
 Vejo como extremamente positiva e bate com o que lhe disse anteriormente. Demonstra a acuidade da escolha eleitoral. Demonstra amadurecimento do eleitorado e o encaminhamento correto dos seus problemas. Estamos vendo uma safra de novos de políticos muito mais modernos – a palavra me desagrada um pouco – mas é o melhor que já se deu na região.
 
B.E: Em sua opinião o Brasil deu um salto à frente ou ainda permanece no passado.
M.C:
  Houve um salto sim, sem dúvida. E quero dizer que esse salto se deveu a presidência de Lula, uma figura fortemente carismática, cuja atuação teve impacto no mundo.Lula foi um fortíssimo embaixador do Brasil. O Brasil está crescendo inegavelmente e se desenvolvendo. Apesar do desequilíbrio social que ainda persiste, o pais está avançando.Tem um PIB notabilíssimo, o quinto  PIB  do mundo e em  uma década ou menos estaremos em quarto ou terceiro lugar. Toda visão que o mundo tinha do Brasil, como pais do carnaval,  atrasado e com a miséria extrema nas ruas e favelas, essa visão está mudando em função de dados concretos. Mas o país ainda precisa fazer muito por sua população. Penso na nossa educação primária, ainda estamos muito atrasados, numa situação pior do que o Equador ou a  Colômbia. Eu sou muito otimista em relação ao futuro do Brasil, mas acho que não assistirei aos dias mais radiosos. O Brasil poderia ter avançado muito mais rapidamente, mas sempre teve uma  elite retrógrada, prepotente, exibicionista, o que há de pior no mundo, e ainda temos muita gente desse tipo. Foi isso que fez com que um país tão extraordinário, tão cheio de riquezas, não chegasse mais rapidamente aonde merece. Eu tenho certeza de que o Brasil vai chegar lá, vai se tornar um grande país e  gostaria de assistir, mas acho não terei tempo.


Mino Carta na abertura dos Dialógos Capitais em Salvador

B.E:  Como você avalia o governo Dilma?
M.C:
 Eu queria dizer que o Lula não foi somente um  embaixador,  oi um grande mascate do Brasil. Lula foi um divisor de águas no Brasil, pelo que fez e pela demonstração de que não é necessário ser sociólogo ou vir das classes bastadas para governar bem. A Dilma está indo bem, embora tanto se falasse dela na época da eleição. Eu gosto de Dilma desde sempre, e ela está mostrando grandes qualidades, o que se dizia dela estava errado.  A revista Carta Capital, que dirigo,  apoiou Dilma e a candidatura dela, desbragadamente. Dilma vai longe.

B.E: Como você vê os casos de corrupção que a imprensa vem denunciando e a atuação da presidente Dilma nesse episódio?
M.C
:  Vejo por dois  pontos de vista. Do ponto de vista da imprensa que denuncia a intenção é criar problemas, é a mesma imprensa que foi contra a candidatura dela. Querem criar problema e foram à água. A cada ministro afastado a Presidente se fortalece. Do ponto de vista do governo isso facilita a tarefa a que ela se propôs, que era, ao cabo de um ano, produzir uma reforma ministerial. Dilma recebeu, em parte, um governo pronto, montado por indicações de Lula, tendo de montar uma base política e sofrendo pressões de todo lado, de políticos e partidos das mais  variadas tendências. Ela  recebeu um governo que de certa maneira estava feito e essa situação de denúncias contra os ministros permitiu apressar uma reforma que ela só pretendia fazer após um anos de governo. Todas as pessoas que foram  afastadas do governo eram impostas. O único risco desse processo é ceder ao denuncismo da imprensa. A mídia no Brasil é a do pensamento único.  Essa mídia está ao lado desses senhores medievais que poluem a cena brasileira.

B.E:  Como você vê a questão sobre o controle da imprensa ?
M.C
:  Na verdade, não se trata de controlar a imprensa, mas de colocar alguma regulação. E isso porque no Brasil a imprensa está concentrada na mão de poucos que se valem dela de todo modo. Os episódios são muitos, desde a primeira candidatura de Lula, com aquela  edição do debate com Collor feita pela Globo. Os poderosos da imprensa sempre impuseram sua vontade.


Mino Carta e sua filha Manuela Carta, Publisher da Carta Capital


B.E: Fale um pouco sobre sua carreira jornalística.
M.C:
Eu na verdade não queria ser jornalista, queria ser pintor ou escritor. Mas ao criar a Revista Veja e passar por aquele período de luta contra a ditadura terminou por me envolver com o jornalismo onde estou até hoje.
Após sair da Veja, criei e dirigi a Revista Isto é, depois criei a Revista Status e, mais tarde voltei para a Isto é. Tentei fazer um jornal diário, o jornal da República, mas fracassou. Então criei a Revista Carta Capital que tenho a honra de dirigir.

B.E: Por que você saiu da Veja?
M.C
: Naquela época lutávamos contra a ditadura e o Ministro da Justiça, Armando Falcão, pediu minha cabeça a direção da revista.  Mas foi assim na luta contra o autoritarismo, em toda parte. Aqui na Bahia, teve o jornal A Tarde que se posicionou sempre contra o autoritarismo.

B.E: Na Bahia, temos atualmente, além da A Tarde, a Tribuna da Bahia e jornal Correio, que foi do ex senador Antônio Carlos Magalhães...
M.C:
  Eu sei. Quando sai da Veja o Antônio Carlos me ligou fazendo um convite para que eu viesse para Bahia e fosse dirigir o jornal que ele estava criando.  Mas eu não aceitei.

B.E: E os novos projetos na área da literatura?
M.C:
  Terminei de escrever um livro, que se chama Brasil e conta um pouco o que se viveu neste país até o final da ditadura.

B.E:  E a Bahia?
M.C: 
Vim à Bahia pela primeira vez aos vinte anos, com um  grupo de amigos. Vínhamos para ver a Marta Rocha, mas ela não estava e fomos recebidos pelo pai dela.  Desde então tenho vindo muitas vezes a Bahia e sempre com muito prazer de estar aqui.  

 
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