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QUAL A SUA OPINIÃO SOBRE A COBRANÇA DA TAXA DE FORO PELA PREFEITURA DE SALVADOR?

“Essa estratégia da Base Comunitária tem dado resultados extremamente positivos na capital e também no interior. Agora, estamos inaugurando a do bairro Uruguai, com investimento de aproximadamente R$500 mil. Não tenho dúvida que a repercussão no bairro e nas redondezas será a mesma que tem acontecido em cada local que a gente coloca uma Base Comunitária de Segurança”.

Governador Jaques Wagner ao comentar ações na área de Segurança Pública.

 


MARCELO CERQUEIRA - PRESIDENTE DO COMITÊ DE FOMENTO INDUSTRIAL DE CAMAÇARI



Bahia Econômica: Como o Senhor avalia a atual fase do Polo Industrial de Camaçari?
Marcelo Cerqueira
: Um complexo como o do Polo Industrial de Camaçari não pode e nem deve ser avaliado através da perspectiva pontual de um determinado momento de sua história, pois as decisões empresariais sempre são tomadas dentro de um contexto de médio e longo prazos, considerando todas as variáveis econômicas e de mercado. Dentro desta perspectiva, o Polo Industrial de Camaçari vive uma fase bastante interessante, no que se refere a: diversificação, como acontece com o segmento da energia eólica, recém implantada; expansão como acontece com a Continental, Ford etc.; complementação das cadeia produtivas existentes, como acontece com a BASF, criando oportunidade para uma nova cadeia de transformação industrial, na qual se destaca o projeto já anunciado pela Kimberly; novas oportunidades de investimentos, a exemplo da JAC Motors, a Fábrica de Motores da Ford etc, que criam desdobramentos de oportunidades muito importantes para a região.

B.E: Que investimentos o Senhor avalia como principais nesta fase do distrito industrial de Camaçari?
M.C
: São muitos e cada um importante sob uma determinada ótica ou circunstância. Os investimentos de menor porte, por exemplo, no caso do segmento da energia eólica, não devem ser analisados em si pelos seus números, mas sim pelo que podem atrair de investimentos em sua cadeia produtiva, pois estas empresas são como "montadoras", que necessitam de seus fornecedores o mais perto possível, por uma questão de competitividade, abrindo muitas oportunidades de investimentos. Outros investimentos de maior porte, já citados no item anterior, dispensam comentários, pelos impactos positivos que a sociedade já conhece.

B.E: Após 30 anos de existência, o Polo se mantém dinâmico e competitivo?
M.C:
Sem dúvida alguma ele se mantém dinâmico e competitivo, no que pesem os fatores adversos do ponto de vista macro-econômico. Para exemplificar, basta ver que do Polo de Camaçari saiu um veículo mundial, lançado recentemente. A BASF escolheu Camaçari para fazer um dos projetos mais importantes da sua estratégia de negócios. A Fábrica de Motores da FORD e a JAC Motors, dentre outros investimentos, mostram Camaçari como um Polo com atrativos muito fortes. Mas é importante registrar que muito precisa ser feito, principalmente na questão da infraestrutura, para garantir este dinamismo e competitividade do Complexo Industrial.
 
B.E:  O Senhor acredita que o Polo de ácido acrílico da BASF vai se constituir como uma cadeia produtiva com desdobramentos na 3a. geração (bens finais)?
M.C:
Do que já foi explicado pela BASF para a imprensa e para toda a sociedade, acreditamos, até porque a própria Kimberly é o maior exemplo da produção de bens finais. Mas o processo de esclarecimento e entendimento continua, a exemplo de uma apresentação da BASF (dentre outras já feitas para públicos específicos) que está sendo preparada para ser realizada na FIEB, para o início do segundo semestre do corrente ano.
 


 
B.E: Os empresários apresentaram ao Governo do Estado da Bahia um projeto de modernização do porto de Aratu. Porém, nem o projeto saiu, nem o Governo investiu na modernização desse porto. Como o Senhor vê essa situação?
M.C:
 Vemos com muita preocupação, pois os impactos são imediatos e reais na competitividade das empresas. A infraestrutura e logística é uma questão vital no mundo dos negócios globalizados.Por outro lado, continuamos otimistas, na medida que há um reconhecimento da importância da infraestrutura e da logística na questão da competitividade da indústria, que vai até os mais altos escalões da República. O Governo do Estado tem se empenhado, mas há uma dependência do Governo Federal, no que diz respeito aos aspectos legais e da própria regulação, que tem impedido um movimento de investimento, que sem dúvida deverá vir do setor privado, tão logo haja segurança jurídica e regras claras para o setor portuário.

B.E: Que avaliação o Senhor faz a respeito do Sistema BA-093 após a privatização?
M.C:
Com um cronograma adiantado das obras como um todo, inclusive das duplicações previstas na concessão, a exemplo da Cia-Aeroporto, e agora a antecipação da duplicação da BA -535, Via Parafuso, com ênfase no trecho mais crítico, que vai do Polo até a  Via Cascalheira, adicionando-se a isto a iniciativa da própria Concessionária de duplicar a Via Perimetral, que não estava prevista na concessão, podemos avaliar sem qualquer dúvida, como excelente. Foi uma iniciativa do COFIC, ao acolher o projeto em um dos workshop do Grupo de Trabalho II - Infraestrutura / Logística, quando da elaboração da Carta do Polo Industrial de Camaçari, que foi abraçada pelo Governo do Estado, que com muita coragem e competência conseguiu viabilizar o projeto, apesar de todas as dificuldades próprias de um projeto pioneiro, no Estado da Bahia, como este.

B.E:  Como o Senhor analisa a atual política industrial do Governo do Estado da Bahia frente ao Polo?
M.C:
O Governo do Estado tem demonstrado sensibilidade e empenho para atrair novas empresas para a Bahia, em especial, para o Polo de Camaçari, com o objetivo de gerar emprego e riqueza para o Estado. O maior desafio, no entanto, ainda reside nos campos da infraestrutura e logística onde, apesar de avanços importantes como a Via Expressa e a concessão do Sistema BA - 093, há muito trabalho a ser feito, especialmente nos modais marítimo e ferroviário. Outro grande desafio é a estruturação da área de expansão do Polo, já oficialmente definida e decretada de utilidade pública, que precisa ser estruturada para abrigar os futuros empreendimentos.

B.E:  O que o Senhor gostaria de destacar em relação à atuação do COFIC e sua importância para as indústrias do Polo de Camaçari?
M.C
:  O Cofic atua como articulador, facilitador e coordenador de ações coletivas para atender às associadas, nas áreas de meio ambiente, segurança industrial e patrimonial, saúde ocupacional, infraestrutura, relações com o Governo e a comunidade, comunicação social e desenvolvimento de pessoas. Exemplos: Plano de Auxílio Mútuo - PAM, quando uma empresa conta com a ajuda das demais em situações de emergência; Programa de Atendimento Médico de Emergência – PAME, que funciona em regime ininterrupto; Plano de Contingência do Polo - PCP, que orienta a evasão de pessoas para pontos seguros em casos de emergência; Plano de Emergência da Comunidade - PEC; Centro de Treinamento para Controle de Emergências - CTCE; Programa de Formação de Operadores; cursos diversos em áreas de interesse das associadas; Conselho Comunitário  do Polo, formado por 24 representantes das comunidades de Camaçari e Dias D´Ávila; Núcleo de Defesa Comunitária - Nudec, cerca de 60 voluntários residentes em Camaçari e Dias D´Ávila; Programa Fábrica de Florestas, realizado pelo Instituto do Corredor Ecológico Costa dos Coqueiros - INCECC e voltado para a restauração de áreas ambientalmente degradadas, com ênfase no Anel Florestal de Camaçari e Dias D´Ávila; além de programas sociais, com destaque para o Programa de Incentivo à Educação destinado às escolas públicas de Camaçari e Dias D´Ávila e para o Polo de Cidadania, destinado à oferta de serviços de utilidade pública nas áreas de educação, saúde, cultura, esportes, lazer e cidadania. O Cofic tem servido como exemplo para a implantação de entidades similares em centros industriais de outros estados, visando o compartilhamento de esforços entre as associadas e a obtenção de sinergias nos vários campos de interesse coletivo.

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