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O QUE VOCÊ ACHA DA CHAPA QUE A OPOSIÇÃO APRESENTOU PARA O GOVERNO DO ESTADO?

“Não é momento de criarmos pânico. A sensação de insegurança só prejudica o processo. Estamos lutando para reestabelecer o trabalho das forças de segurança”.
 
Maurício Barbosa
Secretário de Segurança Pública da Bahia


ARNO AUGUSTIN – SECRETÁRIO DO TESOURO NACIONAL


P: O sr. mantém a convicção de que será possível atingir a meta cheia de superavit neste ano?
Arno Augustin
- Vamos fazer a meta cheia, essa é uma definição. O segundo semestre tende a ser melhor.

P: Quais são os sinais que indicam que este semestre será melhor?
A.A:
O conjunto das ações que fizemos neste ano está surtindo efeito importante. O importante é a curva, não o quanto cresce, mas a que ponto estaremos no final do ano.

P: O resultado de julho já indica recuperação da economia?
A.A:
A receita vai responder mais forte ao longo do segundo semestre, provavelmente no terceiro trimestre. Não acho que haja dificuldades de manter a política anticíclica e cumprir o [superavit] primário. Agora, a política anticíclica é algo que executamos e vamos continuar executando.

P: No próximo ano essa política ainda será necessária?
A.A:
Estamos preparando um conjunto de medidas que constroem um ano que vem forte. Estou falando de concessões, de alguns preços fundamentais da economia, como a energia elétrica.

P: Quanto será possível reduzir o preço da energia, qual o espaço fiscal que permite isso?
A.A:
Não vou antecipar de quanto será a redução. A engenharia que estamos montando é absolutamente sustentável. As concessões [de usinas hidrelétricas, que vencem a partir de 2015], pela lei atual, voltariam para a União, mas não é isso que faremos.
Há um acerto de contas entre a concessionária e a União, aquilo que já foi depreciado e está na tarifa e aquilo que ainda não foi depreciado. Se conseguirmos depreciar o conjunto dos investimentos feitos, a tarifa despenca. Esse é o sentido principal.

P: No ano que vem, com queda da relação dívida-PIB, é possível ter um superavit primário menor?
A.A:
Já mandamos a meta do ano que vem na LDO [Lei de Diretrizes Orçamentárias], e é de [superavit] primário cheio [3,1% do PIB]. Não estamos trabalhando com outra projeção.

P: Quando vocês enviarem o Orçamento ao Congresso no final deste mês, como será a revisão dos parâmetros em relação à LDO?
A.A:
Não está pronto ainda, mas não vejo que irão alterar muito, porque já temos mais ou menos presente como será 2012, como será 2013. Tem muita gente pessimista em relação a 2013. Eu respeito, mas 2013 vai ser um bom ano, 2013 vai ser 2010.

P: A economia vai crescer 7,5%, como em 2010?
A.A:
Não estou falando que vai crescer isso. Engendramos um conjunto de medidas em 2009, falavam que não cresceu naquele ano, mas 2010 cresceu.

P: O Congresso incluiu outros setores na medida provisória que faz a desoneração da folha de pagamento. Qual será o impacto fiscal?
A.A:
O governo vai avaliar. Onde houve acordo com o governo é uma circunstância, onde não houve, uma parte significativa, nós não podemos fazer as coisas sem previsibilidade por parte do Executivo.

P: Economistas defendem que o superavit primário possa ser reduzido para investimento. O sr. concorda com isso?
A.A:
Temos uma política monetária mais arrojada, por isso precisamos da política fiscal para ancorá-la. A ideia geral é que, se você ancorar com o fiscal, é possível fazer uma mudança estrutural dos principais preços.
Os dois principais preços da economia, juros e câmbio, estão sendo trabalhados. A política fiscal está ancorando uma política de longo prazo.

*Publicada originalmente na Folha de São Paulo

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