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O QUE VOCÊ ACHA DA CHAPA QUE A OPOSIÇÃO APRESENTOU PARA O GOVERNO DO ESTADO?

“Não é momento de criarmos pânico. A sensação de insegurança só prejudica o processo. Estamos lutando para reestabelecer o trabalho das forças de segurança”.
 
Maurício Barbosa
Secretário de Segurança Pública da Bahia


PAULO CÂMERA - SECRETÁRIO DE CIÊNCIA, TECNOLOGIA E INOVAÇÃO DA BAHIA


 


BAHIA ECONÔMICA – Quando será inaugurado o Parque Tecnológico da Bahia? A previsão não era para maio deste ano?

PAULO CÂMERA - O Parque Tecnológico será inaugurado este ano, em setembro. O equipamento será aberto, pois já funcionando. A mudança da data foi para permitir que as empresas e instituições públicas se instalassem antes para que a primeira etapa do Parque seja inaugurada com o Tecnocentro (prédio central do empreendimento) já em pleno funcionamento.
 

BE – Quanto foi investido no Parque Tecnológico até o momento?

PC – No Tecnocentro (primeira etapa) – foram investidos R$ 38 milhões, com recursos do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação e do Governo do Estado. Em Infraestrutura de acesso foram investidos R$ 12 milhões, com recursos dessas mesmas instituições. O Parque ainda recebeu investimentos da ordem de R$ 48 milhões destinados à construção do complexo de equipamentos dinamizadores e construção de laboratórios compartilhados e especializados, que contemplam áreas como Biologia Molecular, Físico-química, Estudos sobre Células-troncos, dentre outras.
 

BE – Quais as empresas de grande porte que vão atuar no Parque?

PC
- As empresas intensivas em tecnologia podem muito rapidamente migrar de pequeno porte para grande porte e se tornarem mundialmente conhecidas, como, por exemplo, o que aconteceu com o Facebook, Google e tantas outras. Medir as empresas que estão no parque pelo critério contábil isoladamente pode ser um grande equívoco, afinal, o papel dos parques tecnológicos são de fomentadores de geração de novas empresas de base tecnológica. Por vezes, esse movimento ocorre em parceria com multinacionais já estabelecidas. No cenário internacional temos a IBM do Brasil, Portugal Telecomunicações e Indra Brasil. No cenário nacional temos a Unigel, Softwell e Jusbrasil, e no local, a empresa ZCR. 
 

BE – Quais os incentivos que serão concedidos às empresas que pretenderem se instalar no Parque?

PC
- O governo disponibiliza os seguintes benefícios para as empresas e instituições que queiram se instalar no parque: Espaço físico construído e terreno subsidiado; Equipamentos Científicos com recursos não reembolsáveis; Bolsas para Pesquisadores em três níveis (Nível 1: Gestor de inovação e tecnologia e/ou pesquisador com título de doutor em programa pós graduação stricto  sensu com produção científica e tecnológica - Bolsas de que vão de R$ 9.000,00 a R$ 14.000,00; Nível 2: Gestor de inovação e tecnologia e/ou pesquisador com título de mestre, em programa  de pós graduação stricto  sensu com produção científica e tecnológica, com experiência profissional em desenvolvimento de projetos empresariais - Bolsas que vão de R$ 5.000,00 a R$ 7.000,00; e Nível 3 - Gestor de inovação e tecnologia e/ou pesquisador e técnico com nível superior completo. Bolsas de R$ 3.000,00 até R$ 5.000,00). Sobre os Benefícios Fiscais, serão os seguinte: Redução do ISS (Imposto sobre Serviços) de 5% para 2% na prestação de serviços; Redução do ISS de 5% para 2% na construção de empreendimentos; Isenção de IPTU (Imposto Territorial e Predial Urbano); Isenção de ITIV (Imposto de Transferência Intervivos); Redução de até 90% no ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) nos serviços de telecomunicações; Diferimento do ICMS na aquisição de equipamentos importados.
 

BE – Que outras parcerias estão sendo feitas com as empresas no âmbito do Parque Tecnológico?

PC
- A SECTI está fornecendo toda a infraestrutura para que as empresas instaladas no Parque possam produzir novos produtos de alto valor agregado para o mercado. Além disso, estamos incentivando a formação de um novo campo de atuação para essas empresas de base tecnológica, que vão gerar não só produtos e serviços, mas novas patentes para a Bahia. Também teremos parcerias com Universidades.
 

BE – A Secti está começando a se estruturar no fomento de incubadoras de empresas de base tecnológica. Quais as novidades em relação essa questão?

PC
- A novidade é a contratação, pela SECTI, da Fundação CERTI para realizar a implantação e operação assistida da Incubadora do Tecnocentro do Parque Tecnológico e elaboração do plano operacional para a estruturação do sistema estadual de incubação. A renomada Fundação de Santa Catarina vai atuar não só com as empresas instaladas no Tecnocentro, mas com todas as outras do sistema estadual de incubação. A incubadora do Parque Tecnológico será a primeira do sistema estadual de incubação, que está em fase final de estruturação. Prevê não só o apoio logístico e de infraestrutura para projetos inovadores e empresas, mas também capacitação constante para garantir o sucesso desses empreendimentos no mercado. Além de Salvador serão implantadas incubadoras em polos estratégicos do estado que comportem empresas dentro do perfil exigido para esse tipo de empreendimento, como Ilhéus, Itabuna, Vitória da Conquista, Feira de Santana e Camaçari. Na incubadora do Parque, já estão em funcionamento 9 empresas: Brunian, Exa-M, Compositec, NN Solutions, Maqhin, Imago, Teledoctor, MDS Tecnologia e Kenya Felicíssimo.
 

BE – Que outras ações estão sendo realizadas para estimular a pesquisa e a atração de empresas de base tecnológica?

PC - O Parque Tecnológico naturalmente já atrai empresas, pois nele os principais atores (Governo, Universidade e empresa) estão interagindo com foco na pesquisa e desenvolvimento. Ao mesmo tempo em que a SECTI monta a estrutura do Parque, o Governo redefine e reformula a política estadual de ciência, tecnologia e inovação, entendendo que desta maneira vai contribuir para a atração de novas empresas de base tecnológica. Nessa política estão contemplados: programas de formação de recursos humanos em pesquisa e desenvolvimento e áreas estratégicas para a condução de linhas de financiamento à pesquisa.  Hoje, o Programa Estadual de Incentivos à Inovação Tecnológica (Inovatec) funciona incentivando a aquisição de máquinas, equipamentos e instrumentos para fortalecer os projetos de Pesquisa e Desenvolvimento. O programa conta com um fundo anual mínimo de R$ 15 milhões.  Temos ainda a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado da Bahia (Fapesb), órgão vinculado à Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação (SECTI), que disponibiliza diversos editais para fomentar a pesquisa e a inovação na Bahia. Para se ter uma ideia, somente neste ano de 2012 foram lançados até o momento 31 editais, o que significa um aporte de recursos na ordem de 67 milhões. Destacamos aí o edital Pappe Integração que é direcionado para empresas que apresentem projetos de inovação tecnológica de produtos, processos e/ou serviços. Temos ainda previsto até o final de 2012, o lançamento de mais 14 editais que representa recursos na ordem de 33 milhões 650 mil para investimento em pesquisa e desenvolvimento pelo Governo da Bahia.
 

BE – Outros estados brasileiros investem até 3% do orçamento em Ciência e Tecnologia. Quanto o Governo da Bahia investe nesta área?

PC
- O percentual aplicado em Ciência, Tecnologia e Inovação pelo Estado da Bahia foi de 3,26% no ano de 2011 em relação ao orçamento total do estado. A cada ano nota-se um incremento significativo. Se formos analisar os dados de 2002 quando a secretaria era extraordinária até hoje tivemos um aumento de 14 vezes nos investimentos iniciais.    
 

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