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“A Bahia tem hoje a maior capacidade do mundo para a produção de cacau fino e de integrar turismo, conservação do meio ambiente, cultura, cacau e chocolate. Ou seja, temos razão de sobra para investirmos na criação desta aliança e quem sabe posteriormente avançar para uma cooperação com a África e a Ásia”

Durval Libânio, presidente da Câmara Setorial do Cacau e do Instituto Cabruca


 
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20/02 - 14:42hs
ESTUDO MOSTRA QUE BRICS NÃO SÃO MENOS VULNERÁVEIS A RISCOS GLOBAIS
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Um estudo desenvolvido pela  consultoria de risco Maplecroft, divulgado nesta segunda-feira (20), aponta que os países do grupo conhecido com Bric -Brasil, Rússia, Índia e China - não se tornaram menos vulneráveis aos choques da economia mundial apesar do forte crescimento nos quatro últimos anos.

De acordo com a pesquisa da Maplecroft, seu Atlas de Risco Global, que destaca fatores potencialmente desestabilizadores nas principais economias do planeta, constatou que esses países não estavam menos suscetíveis de choques econômicos ou na segurança interna do que em anos anteriores. "Num momento em que as esperanças de recuperação da economia mundial estão depositadas nos Brics, os investidores e empresas que buscam novos mercados de elevado crescimento e alto risco precisam estar conscientes da resiliência limitada deles a riscos globais", disse a CEO da Maplecroft, Alyson Warhurst.

"A resiliência de um país a choques internos e externos é construída ao longo do tempo. Assim, à medida que o risco do ambiente político melhora nos Brics, nós poderemos ver a resiliência se fortalecer, mas nossos resultados demonstram que isso ainda está para acontecer."

Segundo o estudo da consultoria, para algumas dessas economias emergentes, a governança e as reformas não acompanharam o crescimento econômico, o que as deixa vulneráveis a riscos potenciais, tais como terrorismo e mudanças climáticas, constatou o estudo. Em seu relatório, a Maplecroft mostra que Índia e Rússia estão entre 41 países classificados como "de risco elevado" por causa de alguns fatores identificados como frágil governança, corrupção sistêmica e terrorismo.

A China também está exposta a questões de segurança, mas é classificada como "de risco médio" por ser improvável que enfrente uma revolta social ou política em escala nacional, segundo o relatório. Dos quatro Brics, o Brasil, também definido como de "médio risco", é considerado o menos suscetível a riscos globais, em parte por conta da estabilidade de sua estrutura política e o histórico de forte governança.



 
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