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“A Bahia tem hoje a maior capacidade do mundo para a produção de cacau fino e de integrar turismo, conservação do meio ambiente, cultura, cacau e chocolate. Ou seja, temos razão de sobra para investirmos na criação desta aliança e quem sabe posteriormente avançar para uma cooperação com a África e a Ásia”

Durval Libânio, presidente da Câmara Setorial do Cacau e do Instituto Cabruca


 
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22/02 - 06:00hs
CHINESES PRETENDEM INVESTIR US$ 300 MILHÕES NO OESTE DA BAHIA
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Os economistas Mauro Lopes, Ignes Lopes e Daniela Rocha, da FGV-Rio, em excelente artigo publicado no livro  “Agenda de Competitividade do Brasil”,  organizado por Regis Bonelli, reconhecem e enaltecem a contribuição dos agricultores do Sul  ao agronegócio do Centro-Oeste brasileiro e  dos Estados da região denominada MAPITO. “Isso sem falar no Oeste da Bahia, uma das regiões de agricultura mais prósperas do mundo”, complementam os autores acima.
O desempenho no caso baiano tem sido aqui ressaltado, inclusive com os registros das maiores produtividades físicas do Brasil e do mundo, notadamente em alguns grãos, como a soja e o algodão, colocando inúmeros municípios regionais no ranking dos 40 maiores brasileiros em renda agrícola.
Agora, sabemos, um pouco tardiamente, é verdade, que o campeão  nacional de rendimento físico da soja, em certame promovido pelo Comitê  Estratégico Soja Brasil (CESB),  é um produtor de Correntina, no Oeste baiano,  Roberto  Pelizzaro,  com a obtenção de  100,63  sacas da oleaginosa por hectare (!) , ante uma média  nacional de pouco mais de 52 sacas por hectare. Isso só pode ser alcançado  com muita competência, busca incessante de inovação, uso de técnicas modernas e  sobretudo  com o domínio da experiência com tecnologias biológicas e mecânicas  que esses qualificados agricultores trouxeram para o nosso Estado e para os cerrados brasileiros em  geral.
A despeito das lacunas ainda existentes na infraestrutura, que serão bem encaminhadas com a conclusão da ferrovia Oeste-Leste, prevista  para 2014-2015, e das ameaças de imposições de restrições à aquisição de terras por estrangeiros, a região segue com suas vantagens  e atrativos, sendo alvo de anúncio de investimentos a todo momento.
Nesse sentido, vale ressaltar o estudo do Engenheiro Agrônomo Renato  Rasmussen Analista Econômico Sênior do Rabobank, Banco holandês com liderança e foco internacional no agronegócio, no qual sustenta que a China está mudando o seu modelo de investimentos na agricultura da América do Sul. Em face das possíveis restrições à compra de terras por estrangeiros, os chineses passaram a privilegiar aportes em infraestrutura em troca do direito de aquisição  da colheita de grãos , especialmente  soja e milho.
Para os autores do  Rabobank, o primeiro grande investimento chinês nesse novo arranjo  ocorrerá provavelmente em Barreiras, na Bahia, onde o grupo Chongqing  Grain deverá processar anualmente cerca de 1,15  milhão  de toneladas de soja, em planta industrial a ser instalada proximamente. A primeira safra do grupo será colhida agora, na temporada 2011/2012. Rasmussen esteve em Pequim e de lá retornou com a convicção de que o projeto em Barreiras será maior que o inicialmente previsto, o qual montava a algo como 2,5 bilhões de dólares, no ano passado. Além desse  aporte, o mesmo grupo cogita  da  compra  de 100 mil hectares para produzir soja, num investimento de 300 milhões de dólares; adicionalmente, o Pallas  Investiment  Corporation assinou um acordo com o governo chinês visando incorporar até 250 mil hectares no Oeste baiano para a produção de energia renovável. Portanto, a região  tem grande poder de atração de inversões. Basta que o Poder Público dê algum estímulo, ou, ao menos, não atrapalhe.
 

José Maciel dos Santos Filho
jose.maciel@camara.gov.br



 
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