
Após apresentar crescimento chinês nos últimos anos, a região Nordeste, considerada a área de maior expansão econômica do país, desacelerou a partir do 2º semestre de 2011, embora continue crescendo a taxas expressivas.
Em agosto, quando sinais de enfraquecimento já abalavam a atividade do Sudeste, o Nordeste voava a uma taxa de expansão de quase 6% ao ano. Em dezembro, segundo dados do Banco Central, o crescimento da região recuou quase dois pontos percentuais, para 4,4%.
Mas este ano a região voltará a crescer mais rápido que o país. Isso porque o salário mínimo subiu 7,5% (sem contar a inflação), para R$ 622. Como 3 em cada 5 trabalhadores nordestinos recebem até um salário mínimo, o efeito do reajuste do piso é amplificado. No Sudeste, só 1 em cada 5 trabalhadores recebe até um mínimo.
Informações do Banco do Nordeste indicam que a região tem obras relevantes, como a transposição do Rio São Francisco, as refinarias da Petrobras no Maranhão e no Ceará, uma unidade da Fiat em Pernambuco e a duplicação da BR-101. E tudo isso fará a economia crescer.
Mesmo assim, as capitais do Nordeste sustentam as mais altas taxas de desemprego do país e, no ano passado, a região registrou a maior queda na geração de empregos formais do Brasil. (FSP)