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“Eu tive que reagir mantendo a serenidade, mas com muita firmeza, com muito pulso, como fizemos” 

Jaques Wagner 
Governador do Estado falando sobre a greve da Polícia Militar no estado
 

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06/07 - 06:25hs
NESTLÉ E APAEB MOSTRAM COMO CONVIVER COM A SECA



Em relação à seca, enquanto os sucessivos  governos, nas esferas federal, estadual e municipal, parecem  dar  mais importância a intervenções de cunho paliativo e menos  às tecnologias de convivência com as secas,  como as  disponibilizadas pela EMBRAPA SEMIÁRIDO (barreiros, barragens subterrâneas, cisternas, captação in situ e outras), o setor privado, entidades não governamentais  e de agricultores familiares e o Ministério do Desenvolvimento Social  vêm, sem alarde, fazendo sua parte em algumas comunidades da Bahia e do Nordeste,  com providências mais efetivas e de efeito mais duradouro, embora em escala menor.

Com efeito, os números de junho das Revistas “Dinheiro Rural” e “GloboRural” publicaram interessantes  matérias sobre iniciativas em curso no sertão baiano, assolado pela seca mais severa das últimas quatro décadas, com mais de 240 municípios em estado de emergência.

A Dinheiro Rural faz alusão ao projeto  “Água no Sertão”, patrocinado pela Nestlé, com incidência no município de Pintadas, a 260 quilômetros de Salvador, no qual os pecuaristas de leite receberam cisternas e  açudes  para armazenar  água da chuva.

Segundo a coordenação do projeto, o objetivo é  ter uma estrutura capaz de guardar  água nos próximos anos. Ao todo, foram entregues  a 136 produtores  41 cisternas e  68 pequenos açudes para o gado beber água, sendo que estes últimos têm capacidade para suportar 10 meses de estiagem. 

As cisternas, de até 16 mil litros de água, ficam para o abastecimento humano. A Nestlé, como se sabe, precisa do suprimento de leite para abastecer, no caso em tela, sua unidade de Feira de Santana, distante 140 quilômetros de Pintadas.

A outra experiência,  relatada na Globo Rural, refere-se a uma iniciativa nos municípios de Serrinha e Riachão do Jacuípe, sob os auspícios do Programa P1+2, elaborado pela  Articulação do Semiárido  (ASA), rede composta por organizações da sociedade civil  em parceria com o Ministério do Desenvolvimento Social, Associações de  Pequenos Agricultores Familiares (APAEB)  municipais e empresas.

O propósito aqui é disponibilizar tecnologias individuais -cisternas e  barragens  subterrâneas- para fins de armazenagem e desenvolvimento da produção agropecuária, priorizando a distribuição para quem já dispõe da  cisterna para consumo humano e tem aptidão para a produção rural. 
 

José Maciel dos  Santos Filho 

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